Zilda Arns: Viveu dedicada ao próximo


Zilda Arns, 75, participava de missão humanitária e está entre as vítimas do terremoto de 7 graus que assolou o Haiti. Médica pediatra e sanitarista, Zilda Arns era fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança e da Pastoral da Pessoa Idosa, órgão de Ação Social da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) e foi indicada por três vezes ao Prêmio Nobel da Paz



No site, Pastoral da Criança lamenta morte de fundadora:



São Paulo - O site da Pastoral da Criança publicou às 12h20 uma nota de pesar pela morte de sua fundadora, a médica Zilda Arns, no terremoto ocorrido ontem no Haiti. Segundo o Ivo Rodrigues, do departamento de comunicação da instituição, sediada em Curitiba, os funcionários e colaboradores estão profundamente chocados com o ocorrido. "Não dá para acreditar. Fomos pegos de surpresa", lamenta.


Zilda vivia há mais de cinco décadas na capital paranaense, que decretou nesta manhã luto oficial de três dias. A Pastoral foi fundada em 1982 na cidade.
A nota da organização é assinada pela Coordenação Nacional da Pastoral da Criança e além de informar o falecimento relata que ela estava missão humanitária no Haiti, para participar da Conferência dos Religiosos e também para motivar os líderes e voluntários da pastoral no país que trabalham com crianças, gestantes e famílias.



Inspirador da ação humanitária conduzida pela irmã desde 1982, o arcebispo emérito de São Paulo dom Paulo Evaristo Arns afirmou nesta quarta-feira (13) que a coordenadora e fundadora da Pastoral da Criança, Zilda Arns, vítima do terremoto que abalou o Haiti, "morreu de uma maneira muito bonita, na causa em que sempre acreditou".



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ficou "absolutamente chocado" com a morte de Zilda, de acordo com o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim. "Ele (Lula) lamentou muito. Zilda é uma pessoa de grande projeção no país", disse o chanceler, que se reuniu com o presidente e o ministro da Defesa, Nelson Jobim, para definir medidas para socorrer brasileiros no Haiti.



O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), afirmou que a morte da coordenadora nacional da Pastoral da Criança, Zilda Arns, foi uma das perdas "mais expressivas" do país. "Ela era um exemplo extraordinário de dedicação às crianças, aos pobres e às causas sociais. Era uma referência", afirmou.





Segundo Temer, Zilda Arns tornou-se "sinônimo de doação, em sua luta pelos mais carentes, no combate diuturno à mortalidade infantil e na busca pela melhoria da vida do povo". O presidente da Câmara diz ainda, na nota, que o amor da médica brasileira ao próximo "não tinha fronteiras" e que "o Brasil lamenta essa perda irreparável".



O corpo de Zilda será trazido do Haiti em avião da Força Aérea Brasileira (FAB). O velório e enterro serão em Curitiba, onde moram os quatro filhos da médica.



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Desafio para o Brasil:



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem uma grande oportunidade no desafio à sua frente de ajudar o Haiti. A pretensão do Brasil de se tornar uma potência na diplomacia internacional pode agora ser colocada em prática. O governo brasileiro tem meios de ser muito útil no trabalho humanitário e de reconstrução do país caribenho.



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