Eu

Amar a si mesmo não deve ser visto como egoísmo que é, na verdade, a incapacidade de amar.

Na verdade, egoísmo é a imcapacidade de amar. É um bloqueio severo na afetividade. O amor próprio é uma necessidade do ser humano, que deve ser desenvolvida desde muito cedo na relação da criança com seu meio familiar. Nos primeiros momentos de vida da criança, os pais atuam como espelhos que devolvem determinadas imagens ao filho. Antes de adquirir qualquer noção sobre si mesma, a criança sente a precepção que os outros têm dela. Nesse momento, ela se percebe no reflexo do rosto da mãe, sobretudo no seu olhar. Aos poucos esse olhar vai definir o valor que a criança se dará ao longo da vida. Quanto mais alto for esse valor, mas tranquilamente poderá desevolver o amor próprio. Essas primeiras experiências que o ser humano vivencia geram forte senso de valor ou desvalorização.


Desde os primeiros anos

Mas, a criança somente se sente valorizada na medida em que é valorizada pelo olhar dos pais. Por isso podemos afirmar que somente crescemos na medida em que, sendo amados, aprendemos que somos dignos e capazes de amar a nós mesmos.

A incapacidade de amar faz com que o individuo, em sua busca do último recurso para se manter vivo diante da dor, se feche, se centralize em si mesmo. Isso significa que ele so consegue ver, agir, pensar, fazer e viver em função de si mesmo. 
Tudo tem que girar em torno dele(a), porque só encherga a si, age so pra si, pensa so em si, vivem como se existissem apenas seus desejos, necessidades, pensamentos e maneira de ver o mundo. Se você tiver a sorte de ser interessante para ele(a), possivelmente o perceberá, mas nunca se esqueça que o real motivo será sempre o de se satisfazer.

Enfim, o egoísta se coloca no lugar do amor. Em vez de tudo e todos girarem em torno do amor, o egoísta vive como se o mundo devesse girar em torno dele. "Já que não posso amar e ser amado, serei o amor! Esse é o aforismo do egoísta, sua racionalização para ocupar indevidamente o lugar do amor.

Para o egoísta é mais importante o que ele pensa, sente e deseja. Não tem relevancia o que o pai, os irmãos pensam e amigos pensam. A tristeza, a alegria, a dor que o outro sente não lhe faz a mínima diferença. È a politica do "não-tô-nem-aí". O Outro que se vire. 
O sutil perigo é que a sociedade confude esse comportamento com a atitude de "amar a si mesmo".


Por outro lado, quem é capaz de se amar não se aliena e quem ama a si mesmo vive para o outro. O ser humano existe na medida em que o amor do outro o valoriza, formando assim um círculo virtuoso.
 

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