Pessoas com baixa autoestima tendem a ser boazinhas



  Baixa autoestima cuidado com ela

Autoestima é o senso de valor próprio, de autoapreciação que alguém tem sobre si mesmo. Uma boa autoestima anda de mãos dadas com uma autoimagem positiva.

Quando isso acontece, a pessoa se reconhece como um ser em construção e se sente capaz de buscar as realizações que deseja.

Autoestima implica em autoamor. O amor por si mesmo possibilita a relação amorosa com o outro. Quando você se ama, se percebe como alguém que merece receber amor. O contrário também ocorre. Quem não gosta de si mesmo não se sente merecedor de amor, e tende a buscar relacionamentos que confirmam o conceito negativo que faz de si mesmo.

Pessoas com baixa autoestima costumam apresentar comportamentos agressivos e gratuitos. A percepção que têm de si mesmas faz com que se sintam inferiores em relação aos outros. Esse sentimento de menos valia pode gerar a incapacidade de aceitar críticas e um comportamento agressivo e hostil quando frustradas ou contrariadas.

Em geral, essas pessoas tendem a vender uma imagem superfaturada de si mesmas e a se apresentarem como extremamente "boazinhas", comunicativas e carinhosas. Mas, rapidamente se transformam em ríspidas e agressivas, quando não se sentem aprovadas em tudo o que fazem.
Vivem em um estado extremamente suscetível, que as induz a interpretações distorcidas da realidade. Percebem qualquer discordância normal, do dia-a-dia, como ofensa pessoal. Precisam que o outro funcione como um espelho em que possam se ver como gostariam de ser.

Demonstram ser, à primeira vista, o que não são na tentativa de esconderem seus conflitosinternos e o conceito pobre que tem de si mesmas. Entretanto, nem sempre é fácil reconhecer a pessoa que se apresenta com um falso "Eu".



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Fonte: http://vilamulher.terra.com.br




Comunicação


Comunicar-se claramente - sempre é o melhor caminho

Por: Cristine Schneider da Rocha

Comunicar-se claramente, sempre é o melhor caminho, é o título desta pequena reflexão ... Alguns podem pensar: não é simples assim! Mas posso afirmar que é possível ! Basta utilizar da sua percepção e da empatia , com uma pitada de sabedoria e coragem !

Diz Sócrates: "Fala para que eu te veja". Como conhecer-te, como perceber-te se não expressas teus pensamentos ?

A comunicação, entre os seres humanos, embora seja uma ação aparentemente óbvia e de fácil encaminhamento, ainda suscita tanta discussão e pausa para análise! Tantas vezes, ainda, nos damos conta que em alguns processos operacionais, dentro das organizações, ocorrem falhas justamente por falta de comunicação ou clareza no ato de comunicar-se.

Saber se comunicar é fator fundamental numa sociedade que está submersa na informação, e é considerada habilidade necessária para conduzir as relações interpessoais. Entramos na "Era das Relações", o que nos impulsiona para o uso adequado das palavras, gestos, enfim, toda a comunicação feita pelo nosso corpo! Sim, o corpo fala! E como fala! Um olhar, uma expressão facial muitas vezes expressam muito mais que palavras ditas ao vento!

É interessante observar as pessoas que detém a desenvoltura ou clareza de comunicação. Estas pessoas encantam, persuadem, emocionam, vendem, brilham nos mais diversos cenários sociais ou profissionais! Sim, elas mantém RELACIONAMENTOS através da sua facilidade de comunicação. (muitas delas, se jogaram no desafio de desenvolver sua comunicação. Para tanto, foi necessário permitir-se errar e acertar.)

Do mesmo modo, ficamos surpresos com pessoas com grande bagagem profissional ou conhecimento que não conseguem se expressar, comprometendo resultados de um determinado trabalho.

Bem, estamos inseridos no mercado de trabalho que exige, atualmente, não só o conhecimento técnico, mas a habilidade de se expor (comunicar), de inserção grupal, versatilidade, criatividade, capacidade de resolução de conflitos. Enfim, ATITUDE !

Saber comunicar uma idéia ou pensamento e preocupar-se se o ouvinte entendeu claramente esta idéia ou pensamento (pedindo o feedback), numa postura humilde, talvez seja o primeiro passo para assegurar o sucesso de um simples processo e o melhor resultado para o mesmo. Assim, evitamos as perdas de tempo, dinheiro e retrabalhos!

Lembremos sempre que não ocorre comunicação se não há abertura de canais e sintonia entre as partes, já que comunicação é também relação!

Por: Cristine Schneider da Rocha - Relações Públicas
Fale com Cristine: banca7@uol.com.br

Fonte: Luz sa Serra



“Se quiser meditar, sentar ereto na postura de lótus, está bem! Mas primeiro domine shavasana! Você não estará pronto para meditar até que domine completamente esta postura”
Esta foi a instrução que Alan Wallace recebeu do maravilhoso mestre de ioga chamado BKS Iyengar, há mais de 30 anos.
A postura física é extremamente simples, não é mesmo?
CorpsePoseSavasanaMas veja neste vídeo, Alan Wallace conta sobre o seu treinamento com o Iyengar em pessoa!




O vídeo está legendado em português; talvez a legenda precise ser ativada no ícone CC, abaixo da tela.


Imoralidade

Imoral e amoral


Ultimamente, “imoral” e “amoral” têm sido aplicados para designar um mesmo significado: aquele que não tem moral, ética.

É verdade, os dois termos referem-se à questão moral, no entanto, têm relações diferentes com ela.

Certa vez, Oscar Wilde disse “a arte não é moral nem imoral, mas amoral”! O que isso quer dizer? Vejamos por etapas e tendo por base o dicionário enciclopédico ilustrado Veja Larousse:

Primeiramente, o que é moral? É o que está “de acordo com os bons costumes e regras de conduta; conjunto de regras de conduta proposto por uma determinada doutrina ou inerente a uma determinada condição.”

No mesmo dicionário, moral também é classificada como o “conjunto dos princípios da honestidade e do pudor”. Daí este termo ser tão utilizado em âmbito social, principalmente no político!

Imoral é tudo aquilo que contraria o que foi exposto acima a respeito da moral. Quando há falta de pudor, quando algo induz ao pecado, à indecência, há falta de moral, ou seja, há imoralidade.

Amoral é a pessoa que não tem senso do que seja moral, ética. A questão moral para este indivíduo é desconhecida, estranha e, portanto, “não leva em consideração preceitos morais”. É o caso, por exemplo, dos índios no tempo do descobrimento ou de uma sociedade, como a chinesa, que não vê o fato de matar meninas, a fim de controlar a natalidade, como algo mórbido e triste.

Assim, o que Oscar Wilde quis dizer é que a arte não tem senso do que seja moral, por isso, para alguns, tudo o que é visto não causa assombro, está dentro dos costumes. Já para outros, dependendo do que se vê, é ultrajante, indecente!

A estupidez humana



Carlo Maria Cipolla (Pavia, 15 de agosto de 1922 — Pavia, 5 de setembro de 2000) foi um historiador económico italiano, que chegou a professor da Universidade da Califórnia, em Berkeley. Em 1995, recebeu o Prémio Balzan. Cipolla publicou um livro que ficou famoso “Allegro ma non troppo”, onde faz uma análise da estupidez humana.


Um ponto importante a reter e que nos deve mater alerta para o Mundo em que vivemos é:
"Sempre e inevitavelmente, cada um de nós subestima o número de indivíduos estúpidos em circulação."
Nota: Em linguagem vulgar portuguesa  isto teria outro nome.

Um dos capítulos do livro tem o título, As leis fundamentais da estupidez humana.
Como conclusão desta parte é feita uma análise comparativa entre os principais comportamentos do ser humano: de um vigarista, de um estúpido, de uma pessoa inteligente e de um fútil.
Sendo que:

  1. O inteligente consegue ter uma acção que resulte em vantagem para si e também para os outros (ainda que menor);
  2. O vigarista tira vantagem para si com prejuízo de terceiros;
  3. O fútil não gera nem para si nem para os outros, vantagem ou prejuízo;
  4. O estúpido, tem uma acção que resulta em prejuízo para si e para os outros (ainda que menor).
Também Albert Einstein deu a sua opinião sobre a estupidez, afirmando: "Só duas coisas são infinitas, o universo e a estupidez humana, mas não estou seguro sobre o primeiro".

Fontehttp://eu-calipto.blogs.sapo.pt/41633.html

Zona de Conforto

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Sandra BettiSócia-diretora | MBA EmpresarialOs Perigos da Zona de Conforto






A vida começa onde termina a sua zona de conforto!


A zona de conforto pode ser sedutora, irresistível, “familiar” e desastrosa. Pode ser definida como a nossa tendência a fazer o que é fácil, cômodo e conhecido, sem intenção de interromper ciclos viciosos e improdutivos ou de começar algo novo ou desafiador, que demande autodisciplina, motivação e comprometimento e que cause dispêndio extra de energia e nos tire da inércia.


A origem da palavra conforto vem do latim, cumfortare, e significa aliviar a dor ou a fadiga. Está associado a “um estado prazeroso de harmonia fisiológica, física e psicológica entre o ser humano e o ambiente”. É a nossa tendência de evitar os medos, a ansiedade ou algum tipo de desgaste. Tendemos a ficar num território onde podemos predizer e controlar os acontecimentos. Que pode garantir um desempenho constante, porém limitado e com uma pseudo sensação de segurança.




As causas mais frequentes que nos fazem ficar na zona de conforto são:


· Preguiça: Quando o indivíduo sente cansaço, falta de energia, apatia, desinteresse, depressão, ansiedade, culpa, desmotivação ou tudo ao mesmo tempo...


· Soberba: Quando ele não sente necessidade de aprender nada ou de aprimorar-se, por achar-se pronto, “brilhante” e perfeito (“síndrome do copo cheio”).


· Medo: Quando tem receio de enfrentar os próprios medos: medo do desconhecido, dos riscos, das incertezas, do que pode acontecer, de perder controle ou do que os outros possam pensar.


· Miopia: Quando não se têm claros os impactos e as consequências de algumas atitudes e comportamentos em nossas vidas, no médio e longo prazos.


E quais as consequências de ficarmos neste estado letárgico, reativo e confortável? Várias...


· Desperdício do próprio talento: que é um processo de auto-sabotagem... Apesar da pessoa ter muito potencial, não consegue otimizá-lo nem transformá-lo em performance (como uma mina de diamantes lacrada, inexplorada e improdutiva).


· Impactos negativos na carreira, na imagem e na empregabilidade: ao invés da pessoa ter uma carreira ascendente e bem sucedida, fica estagnada ou até involui profissionalmente.


· Pode acarretar prejuízos à saúde (sedentarismo, obesidade ou dependência química), ao intelecto (perda de memória, de raciocínio e de agilidade mental), à psique (imaturidade, dependência, insegurança e áreas cegas) e à dimensão espiritual (falta de altruísmo, de senso de propósito e da capacidade de ajudar as outras pessoas).


· Pode fazer com que invistamos pouco no nosso autodesenvolvimento, que está ligado a aprender, a mudar nossos comportamentos, a evoluir e a buscar nosso sucesso.
Para finalizar, algumas dicas para não ficarmos na nossa zona de conforto e sermos pessoas realizadas, equilibradas e bem-sucedidas :


· Sonhem grande!

· Sejam muito competentes e comprometidos em tudo que fizerem.

· Sejam muito curiosos, nunca parem de estudar e aproveitem ao máximo os cursos que
 fizerem;

· Leiam MUITO;

· Façam intercâmbio no exterior (trabalho ou estudo);

· Façam parte de alguma entidade na sua área/ faculdade/ sociedade;

· Fiquem completamente fluentes em inglês e espanhol;

· Preocupem-se com a imagem que projetam para os chefes, clientes, fornecedores, colegas, professores, etc;

· Pratiquem esportes coletivos/ aventura;

· Façam trabalhos voluntários;

· Administrem seu tempo e sua energia com sabedoria (prazer + dever);

· Tenham lazer muito saudável e gratificante


Sandra Betti é sócia-diretora da consultoria MBA Empresarial, especialista em Assessment Center, Identificação de Talentos, Desenvolvimento Gerencial  e Team Building.



COMO DRIBLAR A RESISTÊNCIA À MUDANÇA


A capacidade de mudar é uma competência. Mudar para melhor, mudar para superar, mudar para aprender. Nos dias atuais nossas empresas devem estar preparadas para promover e estimular as mudanças. A contradição fica por conta da resistência. Acionistas resistem, diretores resistem, empregados resistem, terceirizados resistem. Alguns afirmam que a resistência, a busca da manutenção da “zona de conforto” é da natureza humana, contrapondo com a necessidade de mudar para melhor competir.
Resistência à mudança é qualquer atitude ou comportamento que reflita a falta de vontade da pessoa de fazer ou apoiar uma mudança desejada. Esta resistência geralmente é encarada pelos agentes da mudança como algo que precisa ser vencido para que a mudança tenha sucesso. No entanto, nem sempre este é o caso. E útil considerarmos a resistência à mudança como um feedback que pode ser usado pelo agente da mudança para atingir melhor os objetivos da mesma. A essência desta abordagem construtiva à resistência é reconhecer que, quando as pessoas resistem à mudança, estão defendendo algo importante para elas, o que aparentemente é ameaçado pela tentativa de mudança.
As pessoas podem resistir à mudança por muitas razões. Há o medo do desconhecido, a insegurança, os que não sentem necessidade de mudança, há interesses investidos, interpretações divergentes e falta de recursos. As vezes, o agente da mudança sente resistência à mudança em si. As pessoas podem rejeitar uma mudança porque acham que ela não vale o seu tempo, esforço ou atenção. Para reduzir a resistência ao mínimo nestes casos, o agente precisa certificar-se de que todos os afetados percebam o benefício, a compatibilidade, a complexidade, além de ter certeza de que a mudança deveria ser algo que as pessoas pudessem tentar numa base passo a passo e fazer ajustes conforme necessário.
Os agentes da transformação também devem estar preparados para lidar com a resistência à estratégia da mudança. Se alguém tentou realizar uma mudança através da força-coerção, por exemplo, pode criar resistência nas pessoas que se ressentem em serem tratadas por comandos e ameaças. A persuasão racional pode perder a credibilidade e gerar resistência se os dados de apoio forem fracos ou os argumentos das pessoas que pregam a melhoria não forem claros.
As pessoas também resistem a uma estratégia de poder compartilhado que pareça ser manipulativa e não sincera, em vez de ter métodos e intenções genuínas. Por fim, também pode ocorrer uma resistência ao agente da mudança. Esta forma ou resistência dirigida à pessoa que está implementando a mudança, geralmente, envolve diferenças de personalidade e outras características pessoais. Os agentes da mudança que estão isolados e distanciados das outras pessoas na situação de mudança, que parecem só estar atendendo a interesses próprios, e/ou que têm grande envolvimento emocional nas mudanças, são mais propensos a estes problemas. Os agentes da mudança que são diferentes dos outros em dimensões, tais como idade, educação e fatores socioeconômicos, também podem enfrentar maior resistência à mudança.
Promover e enfrentar adequadamente os processos de mudança nas empresas, minimizando a resistência é um dos grandes desafios aos gestores que pretendem manter ou aprimorar suas empresas no mundo competitivo.

HG – Humberto Girardi
*Texto elaborado em maio de 2002 e reescrito em outubro de 2013.


Mediocridade

Mediocridade em bruto


Se vivemos de acordo com aquilo com que nos sentimos confortáveis, enveredam sempre caminhos para nos atingirem, de uma forma quase patética. A retaliação sustenta formas incontornáveis de nos tornar potenciais alvos corrosivos. Por isso, cuidado connosco! Há formas talvez inteligentes de nos acertarem, a questão é predisporem-se a perder tempo connosco de forma a consegui-lo! Mas como tudo o que dá trabalho, cansa, existem sempre melindrosos pouco dispostos a avaliar a nossa capacidade de resposta sob pena de se perderem pelo caminho. Nem para isso, servem.

Fonte: http://pequenezhumana.blogspot.com.br/2008/10/mediocridade-em-bruto.html


Se vivemos de acordo com aquilo com que nos sentimos confortáveis ,enveredam sempre caminhos para nos atingirem,de uma forma quase patética.A retaliação sustenta formas incontornáveis de nos tornar potenciais alvos corrosivos.Por isso,cuidado connosco!Há formas talvez inteligentes de nos acertarem,a questão é predisporem-se a perder tempo connosco de forma a consegui-lo!Mas como tudo o que dá trabalho,cansa,existem sempre melindrosos pouco dispostos a avaliar a nossa capacidade de resposta sob pena de se perderem pelo caminho.Nem para isso,servem.


 Revista Você s/a

Poucas atitudes são mais desejadas e até exigidas no mundo profissional do que a responsabilidade.
 Atitude responsável é o que pavimenta o caminho para a confiança e a para a lealdade. 
Até podemos perdoar aqueles defeitos que podem ser corrigidos mediante algum treinamento, como
 a recepcionista que não foi assim tão simpática, ou o garçom que está meio atrapalhado, ou ainda
 aquele funcionário cuja habilidade ainda precisa melhorar. Ele até irrita um pouco, mas nós somos 
condescendentes com ele, pois entendemos que está em processo de educação. 
Ineficiência é compreensível. Irresponsabilidade não. A primeira pertence ao grupo dos comportamentos
 educáveis. A segunda pertence ao caráter.

Responsável é a pessoa que responde pelos seus próprios atos, ou pelos atos de outras pessoas,
 pelas quais ele é “responsável”. Assumir responsabilidade significa incorporar o demérito de 
um possível fracasso e, ao mesmo tempo, ter a grandeza de compartilhar o mérito de um possível 
sucesso.
 “Deixa que eu faço. Se der certo é mérito da equipe. Se der errado eu assumo a responsabilidade”.
 Esse é o tipo de pessoa que as corporações estão querendo.

Se, por um lado, ser responsável é “responder pelos próprios atos”, por outro também significa 
“corresponder” às expectativas das outras pessoas, sejam colegas, chefes, subordinados ou clientes.
 A sociedade moderna está construída para valorizar cada vez mais a cadeia de produção.
 Hoje fazemos tudo coletivamente. Há muito acabou a época do artesão independente, 
que, como um sapateiro, comprava o couro, cortava, costurava, preparava a sola, montava o 
sapato e ainda o vendia. Hoje quem faz isso é a equipe, e é justamente dessa mudança que veio
 o progresso.

Por isso a responsabilidade está tão em alta. A falha de um compromete o trabalho de todos, portanto,
 o produto final. O ditado “nenhuma corrente é mais forte do que seu elo mais fraco” nunca foi
 tão moderno. Uma equipe pode ter e até deve ter diferenças. Conhecimentos, habilidades, 
velocidades, percepções, tarefas podem ser diferentes. Responsabilidade não. Essa deve ser
 igual para todos os membros. A reação em cadeia provocada por um ato irresponsável
 aparentemente pequeno pode por tudo a perder. Lembra das fraudes irresponsáveis nos balanços
 daquelas companhias americanas? Pois é, o mundo está pagando o pato.

É famosa a história do Rei Ricardo III, que conduzia seu exercito para uma batalha contra Henrique, 
Conde de Richmond, na disputa pela coroa da Inglaterra. No calor da batalha, ele precisou disparar 
para aglutinar parte do exercito que estava debandando, quando seu cavalo perdeu uma 
ferradura e caiu. Depois levantou-se e fugiu, deixando Ricardo a pé e gritando: “um cavalo, 
meu reino por um cavalo”. Pois é, consta que isso aconteceu porque o ferreiro, irresponsavelmente, 
achou que um prego a menos por ferradura não faria mal, e ele economizaria pregos, em falta 
durante a guerra. Por causa de um prego perdeu-se a ferradura, o cavalo, a batalha, o reinado.
 Não há responsabilidade maior ou menor. Há apenas responsabilidade.

O filósofo grego Aristóteles foi um dos primeiros pensadores a observar a importância da
 responsabilidade. Dizia ele que nós somos aquilo que nos tornamos através de nossas
 ações repetidas. Nós temos, portanto, a responsabilidade de definir o que desejamos ser,
 e como desejamos ser vistos pela coletividade.


Um jovem ateniense fazia, aos dezessete anos, o juramento que o transformava em 
cidadão. Jurava lutar pela observância das leis e dos ideais, e no final dizia que pretendia
 legar uma cidade maior e melhor do que aquela que tinha recebido para habitar.
 A consciência do cidadão (habitante da cidade, do conjunto de pessoas que 
compartilham um espaço) é um ato de responsabilidade.

Segundo os gregos, o ser “político” é qualquer pessoa que se interesse pelo bem comum, 
pela harmonia da cidade (polis). Através do juramento, o jovem transformava-se 
em cidadão, pois mostrava ter adquirido consciência política. Aquele que não assumisse a
 responsabilidade política de zelar pela coletividade era considerado um “idiota”,
 ou seja, centrada apenas em si mesmo (id) e em seus interesses particulares. 
Infelizmente, hoje, encontramos “políticos” que acumulam a função de “idiotas”.

Não abra mão de ser responsável. Prefira ser acusado de ignorante (pois isso se corrige)
 do que de irresponsável. Tudo o que merece ser feito, merece ser bem feito. 
E repare que a percepção das conseqüências de nossos atos é o primeiro sinal 
do comportamento responsável. A respeito da responsabilidade disse 
Carlos Drummond de Andrade: “…chega um tempo que não adianta nem morrer.
 Chega um tempo em que a vida é uma ordem. A vida apenas, sem mistificação…”


Texto publicado sob licença da revista Você s/a, Editora Abril.

Todos os direitos reservados.

Visite o site da revista: www.vocesa.com.br

Ingratidão



Falando de ingratidão




É comum se ouvir falar de ingratidão. Amigos que depois de terem privado da maior intimidade, se voltam violentos, desejando destruir. Basta uma pequena contrariedade, uma questão política, um diverso ponto de vista religioso. Eis formada a querela. O distanciamento.
Esquece-se de todos os benefícios recebidos. Dos abraços, das promessas, das alegrias repartidas e vividas em conjunto.
Esse tipo de comportamento demonstra como o homem, embora se diga humano, muito necessita crescer para se considerar como verdadeiro participante da Humanidade.
Recordamos de uma antiga lenda judia que fala de um homem condenado à morte e que ia ser apedrejado.
Os carrascos lhe jogaram grandes pedras. O réu suportou o terrível castigo em silêncio. Nenhum grito. Na sua condição, compreendia que a desgraça havia caído sobre ele e que seus gritos de nada serviriam.
Passou por ali um homem que havia sido seu amigo. Pegou uma pequena pedra e atirou na direção do condenado. Somente para demonstrar que não era do seu partido.
O pobre condenado, atingido pela diminuta pedra, deu um grito estridente.
O rei, que a tudo assistia, ordenou que um de seus lacaios perguntasse ao réu porque ele gritara quando atingido pela pequena pedra, depois de haver suportado sem se perturbar as grandes.





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