A doença do consumo

O stress familiar

Quando quem sustenta a casa é obrigado a dizer "não" a um apelo consumista que parte do filho, da filha, do companheiro ou companheira, o resultado costuma ser desgastante. Brigas, conflitos, disputas e eventualmente, um desejo tão grande de ter aquilo que a propaganda exibe, que não se medem esforços - ou escrúpulos - para alcançar o objetivo. Daí para os pequenos roubos e furtos pode ser um pulo. A banalização do consumo remete a um questionamento sobre o papel da mídia na sociedade moderna. Nos primórdios da publicidade, os profissionais do ramo se preocupavam apenas em explicar o que era e para que servia um determinado produto. Hoje, isso mudou bastante, como explica Rolf Jensen, autor do livro, The Dream Society (A sociedade do sonho) : "Os produtos no futuro deverão apelar para os nossos corações e não para nossas cabeças. Quando isso acontecer, o modelo que prevalecerá não será mais o da Sociedade da Informação, mas o da Sociedade dos Sonhos". Em resumo: quem tem dinheiro banca o "sonho", quem não tem, lida com o fracasso, com a frustração, e com a angústia de viver numa sociedade de consumo que privilegia não o que se é, mas o que se tem. Os consumidores compulsivos são em sua maioria pessoas angustiadas ou ansiosas que tentam preencher os sufocar essa sensação através da compulsão. O tratamento psicológico é acompanhado do uso de antidepressivos e ansiolíticos. "Necessário, somente o necessário, o extraordinário é demais". Vivemos num planeta que oferece o necessário para todos. Se ainda assim não conseguimos ser felizes, talvez a culpa seja nossa.

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