Esquizofrênia

A Esquizofrenia
A Esquizofrenia é uma doença mental crônica (de longa-duração) que é difícil de definir e é facilmente mal interpretada. Embora os sintomas possam variar amplamente, as pessoas com esquizofrenia freqüentemente têm dificuldade de reconhecer a realidade, de pensar logicamente, e de se comportar normalmente em sociedade. É provável que haja causas subjacentes múltiplas para esta doença. Na realidade, a esquizofrenia tem 20 ou mais genes defeituosos como causa da doença, implicando num fator genético, e engloba provavelmente várias doenças ao invés de só uma.
A esquizofrenia pode começar já na infância e durar a vida toda. Pessoas com esta doença têm freqüentes dificuldades com seus pensamentos e suas percepções. Elas podem se retirar dos contatos sociais e, se não tratadas, exibirão mais sintomas e ficarão menos funcionais como o passar do tempo.
A esquizofrenia pertence ao grupo das "doenças psicóticas". A psicose é definida de várias maneiras, mas é essencialmente uma incapacidade de reconhecer a realidade. Pode incluir sintomas como ilusões (falsas convicções), alucinações (falsas percepções), e fala e comportamento desorganizados. Como a psicose também pode ser uma característica de outras desordens mentais, nem todas as pessoas que são psicóticas têm esquizofrenia.
Os sintomas da esquizofrenia são definidos como "positivos" ou "negativos". Os sintomas positivos incluem os sintomas psicóticos como ilusões, alucinações, e comportamento desorganizado. Os sintomas negativos incluem a tendência para uma reatividade emocional restrita (dificuldade para emocionar-se), fala inexpressiva, e a incapacidade de iniciar uma atividade produtiva.
A esquizofrenia pode ser marcada por uma deterioração do pensamento lógico, das habilidades sociais e do comportamento. Estes problemas podem contribuir para um declínio funcional das relações interpessoais ou no trabalho. Os cuidados pessoais também podem sofrer (tomar banho, vestir-se, escovar os dentes, comer, etc).
A esquizofrenia tem cinco subtipos, que incluem:
o Paranóico - Este é talvez o subtipo mais conhecido porque as pessoas tendem a pensar em paranóia associada à esquizofrenia ("o esquizofrênico paranóico"). Só um número limitado de pessoas com esquizofrenia têm sintomas paranóicos. O que caracteriza o tipo paranóico é a presença de ilusões, considerando que a desorganização e a limitação emocional não são proeminentes. Embora as ilusões possam ser paranóicas em conteúdo, eles também podem ter temas não-paranóicos (religiosos ou "delírios de grandeza", por exemplo).
o Desorganizado – A fala e o comportamento podem ser desorganizados, e as respostas emocionais são vazias ou incomuns.
o Catatônico – Pode haver uma perturbação psicomotora profunda, por exemplo, imobilidade ou atividade física aumentada, tornando-se peculiarmente mudo, ou ainda, exibindo comportamento ou fala incomuns.
o Indiferenciado - Os sintomas psicóticos (positivos) estão presentes, mas eles não se ajustam claramente em quaisquer das categorias anteriores.
o Residual – Os sintomas negativos predominam, sem quaisquer dos sintomas psicóticos principais visto nos subtipos anteriores.
Quadro Clínico
Os sintomas da esquizofrenia ou "são definidos como positivos" ou "negativos":
Os sintomas positivos incluem:
o Alucinações (percepções desordenadas): Pode envolver quaisquer dos cinco sentidos, incluindo visão, audição (ouvir), tato (toque), olfato (cheiro) e gustação (gosto),
o Ilusões (pensamentos distorcidos),
o Fala desorganizada,
o Comportamento incomum ou desorganizado.
Sintomas negativos incluem:
o Espectro emocional restrito ou indiferença,
o Fala limitada, indiferente ou inexpressiva,
o Pensamento desordenado, com problemas para fazer conexões lógicas,
o Dificuldade para começar ou concluir uma atividade com meta específica.
Diagnóstico
O diagnóstico de esquizofrenia não deve ser feito “por alto”. Embora seja freqüentemente possível reconhecer que alguém tem sintomas psicóticos, não é fácil diagnosticar alguém com esquizofrenia tão rapidamente. O médico pode precisar consultar a pessoa por meses ou até mesmo anos para determinar se o padrão da doença se ajusta à descrição de esquizofrenia. É importante observar o curso da doença com o passar do tempo porque só a psicose não é o bastante para diagnosticar a esquizofrenia.
Publicado por
Informedicals Policlin

DEPARTAMENTO DE INFORMÁTICA MÉDICA – HOSPITAL POLICLIN

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