Cultura de Massa


Anestesia Mental

Na antiguidade, as expressões de ideais lógicos de análise social tinham valor. A seu conjunto, dava-se o nome de Cultura. Na sociedade moderna, isso se transformou em artifício de lucro.
Com o avanço industrial apoiado pela mídia, surge a cultura de massas. Um simples método de alienação. Por ser tão efêmera, foi criada, principalmente, para inferir no consumo acelerado de produtos.
A chegada do rádio, da TV, do cinema e da Internet, trouxe a cultura popular (das classes média e baixa) mesclada à cultura erudita (das classes altas). Essa “circularidade de idéias” difundida a todos os níveis sociais acentuou a decadência na capacidade de raciocínio humana.
No passado, a opinião do público pouco importava para o artista. Expor sua visão de mundo era seu objetivo único. Porém, a cultura de massas restringiu-se à dependência do agrado do “cliente”. É a chamada Indústria Cultural.
Se o indivíduo recebe as informações pré-definidas, não cabe a ele a necessidade de raciocinar certo assunto, tudo está pronto para ser consumido. Em vista disso pode-se dizer que sua personalidade fica perdida, ele deixa de “existir”. Essa doutrina cartesiana do “penso, logo existo” ilustra bem o que acontece.
Essa perda de concentração humana é simples de ser observada. Cotidianamente novelas, “Reality Shows” e programas sensacionalistas dão banho na programação televisiva brasileira. Esse precipício de horrores é comodidade para todos. Resumidamente, é uma anestesia mental.
Em suma, as características gerais da indústria de massa que surgiu com a mídia, se fundamentam no consumo e no lucro. A alienação da população leva a uma compulsiva batalha ao lado da efemeridade. Gerar cultura é algo impossível. Cada um possui uma específica dentro de si, basta encontrá-la e saber onde e como utilizá-la.


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