Jesus Virá de Novo


Até aqui temos posto nossos pensamentos na Palavra para podermos orar com Jesus nos ensinou. Tendo Jesus dentro de nós, podemos pedir que em nome do Pai e a vontade de seu reino sejam glorificados em nossas vidas. Podemos orar ao bom Deus que nos dê o pão nosso de cada dia, que perdoe nossos pecados e nos livre do mal. Mas termina aqui nossa súplica? Não. No final de sua oração Jesus nos ensinou como pensar quanto ao mundo futuro. Vejamos esses pontos.

O Reino, o Poder e a Glória

"Pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre."
O significado desse versículo, Mateus 6:13, é que o reino, o poder e a glória deste mundo _ passado, presente e futuro_ pertencem a Deus. O governate supremo de todas as coisas é o Pai. O rei Davi, o mais corajoso e o maior dentre os reis de Judá, louvava ao Senhor paralelamente a estas linhas quando transferiu seu trono para o Salomão, confiando-lhe a tarefa de contruir o templo de Deus.

Tua, Senhor, é a grandeza, o poder, a honra, a vitória e a magestade; o porque teu é tudo quanto há nos céus e na terra; teu, Senhor, é o reino, e tu te exaltaste por chefe sobre todos. Riquezas e glória vêm de ti, tu dominas sobre tudo, na tua mão há força e poder; contigo está o engradecer e a tudo dar força (1 Crônicas 10:11,12).

Deus retém toda a autoridade em suas mãos hoje, e tomará para si próprio no último dia para edificar o seu reino, a saber, o novo céu e a nova terra. Consequentemente, quando oramos "pois teu reino, o poder e a glória, para sempre", devemos retratar o novo céu e a nova terra que serão criados pelo soberano poder divino. É especialmente importante sabermos com precisão o que acontecerá nos últimos dias a fim de podermos orar e viver de acordo com a vontade de Deus, visto que sua vinda está próxima.

Quando Jesus olhava para o templo de Jerusalém, seus discípulos lhe perguntaram: "E que sinal haverá da tua vinda e da consumação do século?" (Mateus 24:4-6).
Ele prosseguiu dizendo que haverá pertubação mundial e que a perseguição virá sobre aqueles  que crêem nele. Haverá fomes e tremores de terra. O evangelho será pregado em todo o mundo para testemunho e todas as nações. Então virá o fim.

Dois mil anos já se passaram desde que os discípulos fizeram a Jesus essa pergunta no Monte das Oliveiras. Tanto a história como a experiência indicam que todos esses sinais profetizados dos últimos estão-se desenrolando. Mais falsos profetas têm surgido do que em qualquer outra época da história. Perseguem a igreja, o corpo de Cristo, e a tentam enganar. Guerras, perseguições e terremotos têm inrrompido, e o evangelho de Jesus Cristo esta sendo pregado em todas as nações do mundo. O fim, a que nosso Senhor se referiu em sua profecia, está 2.000 anos mais próximo do que quando os discípulos viviam. E agora ainda podemos fazer a mesma pergunta a Jesus: Senhor, "e que sinal haverá da tua vinda e da consumação do século?"
A Bíblia revela o que acontecerá nos últimos dias, e qual o plano para o fim do mundo.





Mas livra-nos do mal


Ninguém pode negar o fato de que o bem e o mal existem. Mas quando Adão e Eva viviam no Jardim de Éden, conheciam somente o amor eterno, a obediência e a comunhão espiritual. Porém, quando desobedeceram a Deus, o mal e sua força inundaram este mundo.

A despeito de leis e penalidades severas, o mal tem-se multiplicado como uma epidemia. Mas o que ou quem está no centro desse mal?
O sexto ponto que Jesus ensinou em sua oração foi: "livra-nos do mal". O original grego correspondente a esta passagem sifnifica "livrar-nos da mão do iníquio", e o iníquio refere-se ao diabo ou Satanás. Examinemos sua origem, suas atividades e como devemos resistir a ele.

A origem do iníquio

Repetidamente as pessoas perguntam: "Porque Deus criou o diabo e lhe permitiu causar dano ao mundo?" Mas ele não criou o Maligno.
A Bílbia diz que o primeiro estado não era o mal. O Senhor o criou como um arcanjo, a partir dos querubins. Ele tinha a mais elevada posição no céu; era responsável por guardar a Santidade de Deus. Porém, quando o orgulho o incitou a tentar usurpar a autoridade divina, ele caiu e se trasnformou no iníquio Satanás. Eis o que diz a bílbia a respeito de Lúcifer, antes de ele cair e torna-se Satanás.

Estavas no Éden, jardim de Deus; de todas as pedras preciosas te cobrias: o sárdio, o topázio, o diamante, o berilo, o ônix, o jaspe, a safira, o carbúnculo e a esmeralda; de ouro se te fizeram os engastes e os ornamentos; no dia em que fostes criado foram eles preparados.Tu eras querubim da guarda ungido, e te estabeleci; permanecias no monte santo de Deus, no brilho das pedras andavas (Ezequiel 28:13,14).

Este trecho bíblico mostra que no princípio, quando Deus criou os céus e a terra, o planeta era ocupado por Satanás. A terra na qual agora habitamos não é a original criada pelo Senhor em Gênesis 1:1.
Ela existiu milhões de anos antes que o homem aparecesse. E o arcanjo que tomava conta desta terra era Lúcifer.
Antes da queda, Lúcifer governava este planeta de acordo com a vontade de Deus. Louvava ao Senhor com belos cânticos e rendia-lhe glória. Mas assim que o orgulho surgiu no seu coração, levando-se a rebelar-se contra Deus, o Senhor o expulsou do antigo Éden e proferiu um horrível juízo sobre ele. A velha terra tornou-se sem forma e vazia, e as terras cobriam a face do abismo. Lúcifer passou a ser Satanás e tomou o poder dos ares.
A assertiva de antropólogos de que a origem da vida animal sobre a terra remonta a bilhões de anos (baseados nas datações de fósseis ou ossos cavados) não está em conflito com o registro bílbico. Naquela primeira terra, naquele primeiro Éden onde Lúcifer governava, havia montanhas e correntes, vegetais e árvores. Alguns teólogos sustentam que ahvia também seres humanos. Mas por causa da queda de Lúcifer, Deus promoveu um temível juízo sobre a terra, o qual causou desordem. Todas as montanhas, correntes, plantas e árvores foram sepultadas, e fósseis e o petróleo são os restos de animais de viviam neste primeiro Éden.

As obras de Satanás e de seus seguidores

Satanás e os que o seguem influenciam malignamente tanto na esfera individual, como na estadual e internacional; podem incitar e incitam um indivíduo ou uma nação a rebelar-se contra Deus; cativam uma pessoa com o ateísmo; levam o indivíduo á depravação moral e à destruição econômica. Jesus disse: "O ladrão vem somente para roubar, matar e destruir" (João 10:10). Examinemos na Bílbia a obra de Satanás e seus seguidores.

Espíritos Imundos;

Espíritos Maus;

Espíritos Mentirosos e Enganadores;

Espíritos de Adivinhação;

Espíritos que causam doenças físicas.


Deus é nosso pai. Somos filhos do Todo-poderoso.Como os filhos pedem fervorosamente ajuda e proteção no perigo, podemos orar a Deus para que ele não nos deixe cair em tentação.
Mas antes de orarmos assim, devemos entender corretamente o sentido da palavra tentação empregada por Jesus. Deseja o Senhor livrar-nos dela? Ele pode fazê-lo? Que podemos realizar afim de não cairmos em tentação?
Não se ouve com demasia frequencia a palavra tentação nos circulos não-evangélicos. Mas, com frequencia os cristãos dizem coisas assim: "O diácono fulano detal caiu em tentação." "Venci a tentação". "Ore para que você não caia em tentação".

Quase todos nós usamos essa palavra sem entender o seu profundo significado. O que ela significa? Há duas palavras gregas assim traduzidas. Uma, dokimadzo, refere-se á prova a que Deus nos submete afim de nos trazer maiores bênçãos, aprovando-nos e reconhecendo-nos.
Se nos esforçarmos para levar vida vitoriosas, Deus nos proverá com dokimadzo. Ele deseja experimentar-nos a fim de nos recompensar com coisas boas, nos reconhecer e qualificar para maiores bençãos, ou afim de nos fazer-nos mais úteis a ele. Submeter um boi á prova afim de saber se se trata de um boi bom é o teste de dokimadzo. O diabo nunca nos submete a este teste que prova nossa qualificação para uma recompensa. Não é este o significado de tentação que analisaremos aqui em termos da oração do Senhor.

A outra palavra grega refere-se à tentação acompanhada de prova, sofrimento e tribulação. Às vezes esse tipo de tentação, peiradzo, provém de Deus e às vezes de Satanás. Examinemos os diferentes motivos envolvidos.
A palavra que Jesus empregou em "não deixes cair em tentação" refere-se àquela que rouba, mata e destrói os que caem nela. Poucos que passaram por esta tentação permanecem em boas condições.

A vontade de Deus é que não caiamos na tentação que nos poderia destruir através de sofrimento, lutas e provações. A ordem de Cristo de que devemos orar para não cairmos em tentação revela a vontade de nosso Pai amoroso de ouvir nossa súplica. Ao orarmos para não cair em tentação, devemos crer que mediante esse pedido a mão estendida do Todo-poderoso nos livrará das ciladas do diabo.

Provação, sofrimento e tribulação que Deus permite

Há ocasiões em que o Senhor nos faz passar por provas, sofrimentos e tribulação a fim de determinar a nossa fidelidade. Se dissermos: "Senhor, Senhor" com os lábios, mas estivermos vivendo mentiras, ele permitirá que passemos pela tentação a fim de poder distinguir nossa veracidade.
Enquanto os filhos de Israel peregrinaram no deserto durante quarenta anos, Deus os provou. Embora com os lábios dissessem Senhor, seus corações estavam longe de Deus. Quando as coisas iam bem, louvavam a Deus, mas quando as circunstâncias iam mal, davam-lhe as costas. Por causa dessa tendência, Deus provou os filhos de Israel para saber se confiavam sinceramente nele ou não. Consequentemente, todas as pessoas que saíram do Egito, com exceção de Josué e Calebe, morreram no deserto. Embora tenham chegado ao lugar de onde podiam ver Canaã, a terra que manava leite e mel, não puderam entrar nela.

O Senhor também tentou a Abraão com uma prova de sua obediência. Disse ao patriarca que levasse Isaque, seu único filho, a uma montanha na terra de Moriá e o oferecesse em holocausto. Isaque nasceu na velhice do antigo habitante de Ur e nenhuma prova poderia ser mais severa do que este pedido. Uma tempestade levantou-se no íntimo de Abraão. O desespero inundou-o.

Por que Deus submeteu o patriarca a uma prova tão grande de peiradzo, fazendo-o passar por sofrimento e tribulação? Porque Abraão se inclinava a amar Isaque mais do que ao Senhor. Vendo que o patriarca corria o perigo de trai-lo e desobedecer-lhe, Deus resolveu testá-lo. Abraão passou com êxito na prova que deveria determinar se era obediente ou não. Em observância à ordem divina, o antigo testamento de ur levou seu único filho à montanha, amarrou-o e o colocou sobre uma pilha de lenha. Pode você imaginar a dor e a angústia que Abraão deve ter sentido como pai ao levantar o cutelo para matar Isaque?
Vendo a verdadeira obediência do seu servo, Deus o livrou da aflição, e disse: "Deveras te abençoarei e certamente multiplicarei a tua descendência como as estrelas dos céus e como a areia na praia do mar"(Gênesis 22:17).

Naturalmente, teria sido muito melhor para o patriarca se não tivesse que passar por tal provação. Foi experimentado com peizadzo porque amava a Isaque mais do que a Deus, mas passou pela provação com êxito por causa da fé, e portanto recebeu a bêncão. O senhor nos isenta deste tipo de prova se formos sinceramente fiéis a ele. E devemos orar para que sejamos fiéis ao ponto de não passar por esse tipo de teste.
Se amarmos mais ao mundo do que a Deus, eles nos fará passar por prova, sofrimento e tribulação. Toda vez que orarmos: "Senhor, não nos deixe cair em tentação", deveríamos examinar a nós mesmos com a pergunta: "Senhor, estou vivendo uma vida obediente na tua presença?"


Pai nosso (Espanhol):

                       


Nós que nos tornamos filhos de Deus pelo sangue imaculado de Jesus Cristo, devemos orar a ele agora para que nos perdoa os pecados. Quando o reino de Deus vem ao nosso coração e sua vontade está presente em nossa vida, a graça perdoadora e o poder divino deveriam naturalmente vir sobre nós. Na oração que Jesus ensinou aos discípulos _ e a nós _ ele disse que devíamos pedir intrepidamente e com segurança o pão nosso de cada dia, o perdão de pecados e a proteção contra a tentação ou mal.

Como ficou declarado anteriormente, devemos orar alinhados com a mente de Deus. E qual é o pensamento dele concernente ao pecado?

Somos pecadores e merecemos a morte

A palavra grega para pecado significa "errar o alvo" _ como uma seta podia errar o seu alvo. A fim de dar glória ao Senhor a agradar-lhe, o homem deveria ter vivido em obediência e fé. Era este o alvo ou objetivo da vida humana. Enganados por Satanás, porém Adã e Eva tomaram e comeram o fruto do conhecimento. Violaram o ordem divina:" Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque no dia em que dela comeres morrerás (Gênesis 2:17). Como obstinada expressão de sua desobediência e incredulidade, esta ação significou que o comportamento deles havia errado o alvo da vida e era pecado diante de Deus. Como resultado, Adão e Eva sentiram vergonha e culpa. Satanás ganhou o legítimo direito de acusar, governar e roubar a humanidade. "Aquele que pratica o pecado procede do diabo, porque o diabo vive pecando desde o princípio" (1 João 3:8).

Adão e Eva, e com eles toda a sua posteridade, caíram na escravidão de Satanás. O pecado entrou no mundo pela ofensa de um homem, Adão, e todos se tornaram pecadores. "Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram" (Romanos 5:12). Como consequencia do pecado, eles  tinham de morrer. "Porque o salário do pecado é a morte" (Romanos 6:23). A palavra morte no grego é thanatos, que significa "estar separado".

Tão logo a morte entrou na sociedade humana pelo pecado, interrompeu-se o diálogo com Deus. Tão logo o pecado separou o homem de Deus, a fonte de vida, o homem morreu. Tão logo o pecado separou o ser humano das outras criaturas antes sujeitas ao homem, tudo saiu errado. Tão logo o Senhor retirou sua mão protetora, as doenças entraram no corpo humano. Além do mais, o fogo inextinguível do inferno está à espera de todos os que não vierem a Jesus para pedir  e receber o perdão dos pecados.

A resposta Divina: Jesus Cristo

Deus permitiu que Jesus Cristo, seu Filho sem pecado, assumisse a forma humana e morresse em lugar do homem. "Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu seu filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna! ( João 3:16).

Como nós temos perdoados aos nossos devedores

Quando as pessoas vivem juntas, inevitavelmente o pecado entra em seus relacionamentos. Todo mundo tem personalidade e traços de caratér negativos: ego, orgulho, ciúme. ambição. Onde quer que as pessoas se reúnam, as diferenças de caratér e de personalidades tornan-se evidentes e causam tensão e dor. À medida que o tempo passa, o remorso pelo passado se torna ódio no presente, e foi dessa maneira que este mundo se encheu de inveja, ciúme, calamidade e assassínio. "Mas os perversos são como mar agitado, que não se pode aquietar, cujas águas lançam de si lama e lodo. Para os perversos, diz o meu Deus, não há paz" (Isaías 57:20,21).

como podemos viver em paz e harmonia com outras pessoas. esquecer os antigos rancores e aceitar a cura de Deus? Com o progresso de conhecimento, temos inventado todo o tipo de comodidades. Há, porém, um campo que não tem, absolutamente, visto nenhum progresso. A despeito de nosso destino comunitário, o homem parece decidido a fabricar armas que firam e matem os outros.

Não há ninguém que possa resolver este problema de inimizade e ódio senão Jesus Cristo. Ele nos perdoou e insiste em que oremos: "Perdoa-nos as nossas dívidas assim como nós perdoamos aos nossos devedores." É interessante que imediatamente depois de haver terminado esta oração ensinada aos discípulos, Jesus volte ao assunto do perdão. Mateus 6:14,15 prossegue, dizendo: "Porque se perdoares aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará; se porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas."


 Pai nosso (Grego):

                     



Dá-nos hoje

 Orar pelas necessidades de cada dia

Que atitudes deveríamos assentar em nossa mente quando pedimos o pão nosso de cada dia?
em primeiro lugar, devemos estabelecer uma clara distinção entre o que devemos pedir mais tarde. Pelo fato de a humanidade às vezes ter invertido a ordem correta, pedindo primeiro aquilo que deveria ser pedido depois, e pedindo depois aquilo que deveria ser pedido primeiro, tudo sai errado. A Bìlbia diz: "Ele te humilhou, e te deixou ter fome, e te sustentou com o maná, que tu não conhecestes, nem teus pais o conheceram, para te dar a entender que não só de pão viverá o homem, mas de tudo o que preceder da boca do Senhor, disso viverá o homem (Deuteronômio 8:3).

Deus às vezes permite que passemos por caminhos de dificuldade e fome afim de ensinar-mos uma lição: que não vivemos só de pão. Nossas almas e nossas necessides espirituais devem ter prioridade máxima. Quando recebemos a palavra de Deus e nela vivemos, o Senhor libera as coisas materiais que preparou para nós. Era isto que jesus tinha em mente quando disse: "Buscai, pois em primero lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas" (Mateus 6:33).

Servir a Deus deve ser nossa principal ocupação. Se ela prospera, todas as ocupações secundárias estão sujeitas ao sucesso. quando aceitamos ocupações secundárias como nossa principal ocupação, Deus nos ensina com açoites afim de recolora-nos na trilha certa. Portanto, quando oramos por nossas necessidades cotidianas, devemos oedir com a dévida prioridade, colocando primeiro as primeiras coisas e em último as últimas coisas.

Em segundo lugar, devemos dar provas de que não servimos o ouro como um ídolo. Como podemos demostrar que não amamos o dinheiro mais do que a Deus? Obedecendo ao seu mandamento de dar dízimo.

Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e provai-me nisto, diz o Senhor dos Exercícitos, se eu não vós abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós benção sem medida. Por vossa causa repreendei o devorador, para que não vos consuma o fruto da terra; a vossa vide no campo não será estéril, diz o Senhor do Exercítos (Malaquias 3:10,11).

***

"Senhor Jesus, exatamente nessa  terceira hora da madrugada, venho pedir-te perdão por minhas falhas que são muitas, perdão por meus pecados, perdão Senhor e peço-te proteção pela minha vida e a dos meus familiares, perdoe Senhor meus inimigos (principalmente os que zombam dos meus objetivos nobres) e os abençoe, quero agradecer a oportunidade de estar viva, e por todas as bençãos em minha vida. E tudo que venho a pedir é em nome do Senhor Jesus. Amém! (Simone Ramos)."



Pai nosso (Aramaico e Hebraico):

                        

Venha o teu reino


O reino dos céus em nossos corações

Interrogado pelos fariseus sobre quando viria o reino divino, Jesus respondeu: Não vem o reino de Deus com visível aparência. Nem dirão: Ei-lo aqui! ou: Lá está! porque o reino de Deus está dentro de vós. (Lucas 17:20, 21)

Repetidamente Jesus pregou as boas novas do reino dos céus. Tinha como próposito ensinar ao povo sobre esse reino, e faze-los cidadãos dele. Então, certo dia, os fariseus lhe perguntaram quando o reino de Deus estaria estabelecido. Eles ainda alimentavam uma falsa expectativa de que o reino viria a eles na forma de uma nação deste mundo. Mas Jesus lhes disse: "O reino de Deus está dentro de vós."

Quando em  nossos corações aceitamos Jesus como Salvador, e o confessamos com a nossa boca, o Espírito implanta uma certeza dentro de nós. Passa a habitar em nossos corpos fazendo-nos templos seus, e a apartir desse momento estamos sob o governo do nosso Pai. Este lugar interior onde o Senhor governa e reina é mesmo em que está assentado o reino divino.

Somos novas criaturas: "E assim, se alguém esta em cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fazem novas" (2 conrítios 5:17). Diversas vezes Jesus comparou o reino de Deus ao processo pelo qual as sementes se transformam em plantas. Quando o reino do céus vem ao nosso coração, começa a crescer através de nossos pensamentos. Portanto, nossa fé e pensamentos devem crescer até chegarem a fé e aos pensamentos de Deus. Tal crescimento deve continuar até nos encontrarmos Jesus face a face.

Diz a Bíblia: "Ora, àquele que é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos, conforme o seu poder que opera em nós" (Efésios3:20). Se nossos pensamentos alcançam os pensamentos divinos, podemos vermos realizando coisas. Todos os dias podemos viver vidas vitoriosas, destruindo Satanás; pois Deus, que está dentro de nós é maior que Satanás que tem o poder dos ares do mundo (João 4:4).

Pai nosso em Inglês:




O que é oração?

Em poucas palavras, é um diálogo com Deus no qual nos enxertamos nele. Se vamos orar efetivamente, devemos condicionar nossos pensamentos e atitudes aos seus correspondentes divinos. Nossos pensamentos retos, sejam ou não realmente expressos em palavras, constituem uma oferta agradável a ele. Mas, de que maneira podemos julgá-los aos olhos divinos? Nosso padrão de medida é a sua palavra.

O criador registrou seus pensamentos na Bílbia. Quando a lemos com o coração aberto, ajustando os pensamentos à palavra e depositando em Deus a nossa confiança, ele responde à oração conforme sua boa vontade.

Jesus deu-nos esta maneira de pedir-lhe como o mais importante resumo da Palavra. Ele indica qual a maneira reta de pensar que devemos implantar no coração: Deus se torna nosso pai. Seu reino vem ao nosso coração, à nossa vida e a este mundo. Deus satisfaz todas as nossas necessidades diárias. Ele nos livra do mal e não nos deixa cair em tentação. Perdoa nossos pecados e nos livra do mal.

Jesus orou o que se tornou conhecido como " a oração do Senhor", em resposta ao pedido dos discípulos que desejavam receber uma lição sobre a maneira de orar, e os pontos que Jesus abrangeu são significativos como modelo para nossos próprios pensamentos em relação a Deus.

Logo no ínicio, Jesus ensinou com clareza os fundamentos da atitude própria que deveríamos ter para com Deus: "Pai nosso que estás no céus". O Pai é aquele a quem podemos confiar, por intermédio dos nossos pensamentos retos, o mais ardente desejo do nosso coração. Somente ele pode ouvir a nossa oração e dar-lhe resposta. Deus está à espera de que tenhamos os seus próprios pensamentos.

Orando com Jesus
(Paul Yonggi Cho)

Pai nosso em aramaico:






A personalidade do Diabo

Devil:


Os adeptos da teologia tentam não reconhecer a presença do diabo como alguém que possua personalidade. Atribuem a existência do mal à estrutura social, à má política e à distribuição desigual da riqueza. Esta maneira de pensar está longe dos ensinos bíblicos. Se a argumentação dessas pessoas fossem verdadeiras, porque a taxa de suicídios aumenta anualmente e a lascívia e a dissipação prevalecem nos países escandinavos possuidores de boas estruturas sociais? Que dizer dos países comunistas que alegam ter distribuição igual, ou dos Estados Unidos que se vangloriam da riqueza material?

O mal prevalece na terra não por causa de maus sistemas sociais nem de distribuição injusta, mas porque o diabo, a fonte de todo mal, existe. Onde quer que ele esteja, os efeitos de sua presença podem ser identificados sob muitos disfarces.

No antigo testamento, adão caiu por intriga do diabo. Na sua mão, Jó caiu na cova da miséria, e Davi foi extremamente tentado. No Novo Testamento, o diabo tentou Jesus; entrou no coração de Judas Iscariotes, levando-o a trair o Senhor. Os apostolós Pedro, Paulo e Tiago advertiram-nos repetidamente contra a obra do diabo.

"Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar; resisti-lhes firme na fé, certo de que sofrimentos iguais aos vossos estão-se cumprindo na vossa irmandade espalhada pelo mundo" (1 pedro 5: 8,9).

"Porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e, sim contra principados e postertades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contras as forças espirituais do mal, nas regiões celestes"
(Efésios 6:12). "Sujeitai-vos, portanto, a Deus; mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós" (Tiago 4:7).

Até aqui vimos a obra do diabo e de seus seguidores. Mas este conhecimento não é tudo o de que necessitamos. Temos que resisti aos ataques dos inimigos e de seus auxiliares, que incessantemente buscam nossa vida. Devemos expulsar o diabo, se ele estiver causando pertubação em nosso ambiente e em nossa família.

Orando com Jesus
(Paul Yonggi Cho)



Quem ganhou e quem perdeu?

Naquele 7 de abril do ano 30, aos olhos dos discípulos tudo parecia perdido. Judas traíra Jesus, Jesus fora preso, torturado, sulmariamente julgado e condenado a morrer entre dois ladrões.
Pilatos o entregara aos inimigos, mesmo garantindo que não o achava culpado. Herodes o devolvera a Pilatos pela mesma razão. Não havia crime configurado. Mas Anás e Caifás e os do grupo do poder que, desde o primeiro ano de sua pregação, o juraram de morte, estavam satisfeitos. Haviam vencido. Livraram Israel de um herege, um blasfemo, um profeta incômodo que desobedecia às leis do judaismo e levara o povo para seu lado. Escaparam, também, de um possível desastre para Israel, que poderia ter sido esmagado pelos romanos, caso Jesus tivesse ido mais longe. E havia ido longe demais.

Vinte séculos depois é bem mais fácil avaliar o resultado daqueles fatos. Pilatos é apenas mencionado como um político frágil que se deixou manipular. Nada mais se sabe dele. Não preocupa os estudiosos. Herodes é mais conhecido por sua devassidão do que por alguma realização humanitária. Anás e Caifás também não passam de personagens curiosos e estranhos a um século como o nosso. Não se sabe nem o nome nem nada a respeito de todos aqueles que tentaram _ e conseguiram _ matar Jesus. Mas Jesus continua conhecido, amado, adorado, questionado, perseguido em muitos países que optaram pelo ateísmo ou por outras religiões. Indiferente a ele, o mundo não ficou.

Vinte séculos depois, num mundo de mais de quatro bilhões de pessoas, cerca de um bilhão acredita nele e pelo menos outro bilhão o vê como um homem de bem que merece destaque na História do Mundo.

Seus seguidores ainda não conseguiram realizar o seu projeto de um reino de irmãos a que ele chamava de Reino dos Céus. Por culpa deles mesmo, muitas vezes o projeto de Jesus foi deturpado. Milhões deles traíram as idéias de Jesus, fazendo exatamente o oposto de tudo de tudo que ele queria para a humanidade. Em nome dele cometeram-se atrocidades incríveis, que ele jamais teria aprovado. Em nome dele criaram-se costumes e leis que certamente condenaria. Em nome dele muita gente viveu no luxo e no jogo do poder e da injustiça, coisas que ele sempre condenou como indignas do homem.

Mas sempre houve os Antônio de Lisboa e Pádua, os Francisco, os João Crisostómo, os João de Deus, as Isabel, as Tereza de Calcutá, os Charles de Foucauld, os Vicente de Paulo, os Camilo de Lellis, e milhares de homens, mulheres, jovens, velhos e crianças que acreditaram de fato na sua mensagem e na sua vida e fizeram a opção preferencial pelos pobres sofredores, pelos jovens, pelos marginalizados, pelas pessoas indefesas...

Ditadores, reis, sistemas políticos e econômicos que vieram depois dele continuam tentando unir os povos, ou subjulgá-los. Buscam a todo custo caminhos de justiça e de igualdade. O planeta esta todo minado de ogivas nucleares e bombas poderosíssimas que, em questão de minutos, reduzirão a terra a um monte de cinzas, se algum dia algum governante louco ou desesparado apertar os fatídicos botões da morte.

O mundo de hoje, aparentemente, não precisa dos conselhos dele. Os que mandam no planeta jamais o consultam e duvidam da eficácia dos seus métodos e a maioria dos bilhões que o admiram e seguem, conhecem-no apenas superficialmente. Os que realmente vivem como Jesus viveu e pensam como Jesus pensou são poucos.

Quem ganhou e quem perdeu?

Os que rezam pela cartilha de Marx, Stálin, Lênin ou outros próceres do comunismo, garantem que Jesus foi útil a humanidade até há algumas décadas atrás, mas que agora Jesus é coisa do passado. 
Os que rezam pela cartilha do capitalismo insistem que Jesus não faz diferença para eles, porque nunca precisaram dele para viver como vivem...A utopia de Jesus é bonita, mas não funciona...

O futuro dirá se Jesus veio apenas para  durar vinte séculos ou se veio para reeducar o homem nos caminhos da fraternidade, para todo o sempre.

 Enquanto isso os que de fato acreditam têm uma gigantesca tarefa pela frente: provar ao mundo que o projeto de Jesus é o único que tem alguma chance de libertar a humanidade da fome, da miséria, do ódio e da violência.

José Fernandes de Oliveira
(Pe. Zezinho, SCJ)

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Uma música que gosto de ouvir e me emociona:
     
   


Parte: 1




Parte 2:




Os psicopatas NÃO PARAM:

The Corporation, instituciones o psicópatas 1



The Corporation, instituciones o psicópatas 2:



La persona "Legal":


Como explicar comportamentos cruéis e desumanos que com frequência viram notícia?

Casos que chocaram a sociedade pela frieza e indiferença dos criminosos ilustram o livro “Mentes perigosas” (Ed. Fontanar) da psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva.
Exemplos, como o da empresária de Goiânia que maltratou e torturou por dois anos, de forma bárbara a menina que morava em sua casa, de Champinha, de 16, que seqüestrou e assassinou com requinte atroz um casal de jovens namorados, dos Nardoni, de Suzane von Richthofen e tantos outros, estão presentes no livro. Esses casos emblemáticos se tornaram públicos porque violaram vidas.

No entanto, ao falar de psicopatas, a médica alerta para um equívoco muito comum entre os leigos: imaginamos sempre esses indivíduos como truculentos, de aparência descuidada, pinta de assassino e desvios de comportamento óbvios. Mas nem sempre é assim, e sem a visibilidade desses estereótipos fica muito difícil identificá-los antes de virar uma de suas vítimas.

A psicopatia é um transtorno que possui vários níveis de gravidade, vai do leve ao severo. Embora nem todos psicopatas empreguem a brutalidade física, todos deixam marcas de destruição por onde passam. Quando não matam, arruínam empresas e famílias, provocam intrigas e destroem sonhos. Suas vítimas são envolvidas pelo charme, eloquência e inteligência da personalidade psicopática. Muitos vivem uma vida inteira sem serem diagnosticados ou responsabilizados pelos danos que causam.

Como diz a autora, em seu livro: “Esses predadores sociais com aparência humana estão por aí, misturados conosco, incógnitos, infiltrados em todos os setores sociais. São homens, mulheres, de qualquer raça, credo ou nível social. Trabalham, estudam, fazem carreiras, se casam, têm filhos, mas definitivamente não são como a maioria das pessoas, aquelas a quem chamaríamos de pessoas do bem”.Ana Beatriz descreve os psicopatas como pessoas frias, insensíveis, manipuladoras, perversas, transgressoras de regras sociais, impiedosas, imorais, sem consciência e desprovidas de sentimento de compaixão, culpa ou remorso. São verdadeiros atores, representando com esmero um papel doce, amistoso e encantador até alcançarem seus objetivos.

“Quem acredita no amor e na compaixão como regras básicas de convivência tem dificuldade de aceitar que existam pessoas sem o menor sentimento de culpa ou remorso por desapontar, magoar, enganar ou tirar a vida de alguém. Mas os psicopatas estão absolutamente livres de constrangimentos ou julgamentos morais internos e por isso podem fazer o que quiser, de acordo com seus impulsos destrutivos”, explica a psiquiatra.

Desconfiando para se proteger
Como escapar de pessoas tão destrutivas? Ana Beatriz reconhece não ser fácil, porque os psicopatas costumam ter charme acima da média e capacidade de convencimento muito alta. Mas, a autora oferece algumas pistas que servem de alarme e podem evitar associações e relacionamentos perigosos.

- Conheça melhor a história das pessoas que entram em sua vida. Em geral, nos baseamos só na convivência ou nos fatos contados por ela própria. Mesmo agindo com cautela, não deixamos de correr riscos e podemos ser surpreendidos pela falta de sentimentos nobres em gente ligada à nossa intimidade.

-Fique atento ao “jogo da pena”, pois esse sentimento deixa a pessoa vulnerável emocionalmente e, por isso, os indivíduos inescrupulosas o exploram. Os psicopatas costumam manipular os sentimentos de solidariedade para dominar e controlar. Despertando piedade se tornam poderosos.

- Mantenha-se alerto com pessoas egocêntricas e megalômanas. Os psicopatas possuem uma visão narcisista e supervalorizada de seus valores e importância. Acham-se superiores aos outros, daí acreditarem que têm direito de seguir as próprias regras.

- Tome cuidado com pessoas que não são capazes de ter empatia, ou seja, que não conseguem se colocar no lugar do outro e respeitar o sentimento alheio. Sensibilidade e generosidade são consideradas fraquezas pelos psicopatas que são indiferentes ao sofrimento dos outros.

- Afaste-se de quem não se arrepende ou sente remorso por suas atitudes inadequadas.

Desconfie do “romance” impecável, do sócio(a) mais que perfeito ou da amizade exageradamente prestativa e disponível.

Mandamentos dos Psicopatas

1- Zelais apenas pelos vossos interesses;
2 - Não honreis a mais ninguém além de vós;
3 - Fazei o mal, mas fingi fazer o bem;
4 - Cobiçai e procurai fazer tudo o que puderdes;
5 - Sede miseráveis;
6 - Sede brutais;
7 - Lograi o próximo toda vez que puderdes;
8 - Matai os vossos inimigos;
9 - Usai a força em vez da bondade ao tratardes com o próximo;
10 - Pensai exclusivamente na guerra.(Maquiável)
Psicopatas quem são:


A Sociedade que abriga os psicopatas

Se você tem uma sociedade que tolera desrespeito, preconceito, tiranias, injustiças, violências, isso acaba fomentando que psicopatas que manifestem mais.

Se tem uma sociedade de tolerância zero, a tendência é reduzir essa manifestação. Uma pessoa não vira psicopata. Ela vai manifestando ao longo da vida”.

Ana Beatriz - No G1

Compreendendo os psicopatas

Psicopatia

Acorrei, espíritos que velais sobre os pensamentos mortais! Tirai-me o sexo e, dos pés à cabeça, enchei-me até transbordar da mais implacável crueldade! Fazei que meu sangue fique mais espesso; fechai em mim todo acesso, todo caminho à piedade, para que nenhum escrúpulo compatível com a natureza possa turvar meu propósito feroz, nem possa interpor-se entre ele e a execução! Vinde a meus seios e convertei meu leite em fel, vós gênios do crime, do lugar de onde presidis, sob substâncias invisíveis, a hora de fazer o mal! Vem noite tenebrosa, envolve-te com a sombria fumaça do inferno para que meu punhal agudo não veja a ferida que ele vai fazer e para que o céu, espiando-me através da cobertura das trevas não possa gritar-me: ´´ pára! pára! ``.
Lady Macbeth, nos momentos que antecedem ao assassinato do rei Duncan, que dorme em seu castelo como hóspede.


A tragédia de Macbeth.
William Shakespeare.

A citação que abre esta publicação, proveniente de uma peça teatral, mostra de uma forma vigorosa e dramática aspectos profundos do tema que trataremos agora.
Compreender melhor o funcionamento dos psicopatas é uma tarefa de importância vital para a humanidade. O número de portadores deste transtorno cresce vertiginosamente e eles se infiltram em todos os âmbitos do tecido social, do direito à medicina, da polícia ao mundo dos negócios e principalmente na política.

O resultado é a condição de total insegurança que vivemos nas ruas, no transito e dentro de nossas casas. A ação de psicopatas dentro de grandes empresas quebram a confiança de acionistas e investidores que não acreditam nos dados fornecidos pelas empresas e em seus auditores.
O acionar dos psicopatas no mundo da política tornou o mundo mais empobrecido e sem perspectivas para bilhões de seres humanos.
É do contingente dos portadores deste transtorno que saem os autores dos piores crimes contra a humanidade embora um grande número deles não cheguem a cometer crimes violentos.


Os psicopatas são seres atormentados e que fazem sofrer outros seres humanos muito mais do que eles próprios sofrem, por razões que ficarão mais claras neste estudo.
São seres muito destrutivos em suas relações com o ambiente, com eles próprios e principalmente com as pessoas com quem se relacionam.
A sua conduta predatória os transforma no maior inimigo do ser humano.
É muito importante delimitar o conceito de psicopatia para que não se torne um rótulo aplicado indiscriminadamente, como já ocorreu com opositores de regimes totalitários e com seres humanos levados à delinqüência como última possibilidade de sobrevivência.


- Conceito de psicopatia e seu desenvolvimento histórico
Nos estudos médicos sobre este transtorno são usados como sinônimo de psicopatia as denominações de sociopatia e transtorno de personalidade anti-social ( TPA ). Esta última denominação é a mais usada nos textos científicos.
O conceito atual de psicopatia refere-se a um transtorno caracterizado por atos anti-sociais contínuos ( sem ser sinônimo de criminalidade ) e principalmente por uma inabilidade de seguir normas sociais em muitos aspectos do desenvolvimento da adolescência e da vida adulta. Os portadores deste transtorno não apresentam quaisquer sinais de anormalidade mental (alucinações, delírios, ansiedade excessiva, etc.) o que torna o reconhecimento desta condição muito difícil.
Até chegarmos ao conceito atual foi necessário o trabalho de inúmeros pesquisadores.
Pinel, a partir da observação de que existiam indivíduos que se comportavam de modo irracional ou inapropriado, publicou um trabalho em 1806 sobre esta forma de ´´ loucura `` e usou a denominação manie sans delire ( insanidade sem delírio ).
Um médico inglês , Prichard (1835) introduziu o conceito de insanidade moral.
Depois estudiosos alemães introduziram a noção de ´´ inferioridade constitucional `` dos psicopatas.
Nas décadas de 30 e 40 os clínicos, com uma orientação psicodinâmica, estudaram o transtorno e ressaltaram a dimensão social do transtorno devido à perspectiva cultural que dominava à época. Nesta etapa nasceu a denominação sociopata.
A nossa época contribuiu com os exames de imagem e funcionais do sistema nervoso, altamente sofisticados e chegamos ao conceito atual, mais neutro, de transtorno de personalidade anti-social ( TPA )

- Quais os critérios que os médicos seguem para diagnosticar o TPA?

Grande parte da comunidade científica adota os critérios do Manual Estatístico e Diagnóstico da Associação Psiquiátrica Americana que afirma:
Critérios diagnósticos para o transtorno de personalidade antisocial.
A - Existe um padrão de desrespeito e violação dos direitos dos outros, ocorrendo desde a idade de 15 anos, como indicado por três ( ou mais ) dos seguintes:
1) falhas em adaptar-se às normas sociais que regem os comportamentos legais, indicadas pela repetição de atos que são motivos para prisão.
2) propensão para enganar, indicada por mentiras repetitivas, uso de
codinomes e manipulação dos outros para benefício ou prazer pessoal.
3) impulsividade ou falha em planejar o futuro.
4) irritabilidade e agressividade, indicado por brigas e agressões repetitivas.
5) desrespeito negligente pela própria segurança ou dos outros.
6) irresponsabilidade, indicada por falhas repetitivas em sustentar um trabalho consistente ou honrar obrigações ( financeiras ou morais ).
7) falta de remorso, indicado pela indiferença ou racionalização ao ter maltratado alguém ou roubado alguma coisa.
B - O indivíduo tem pelo menos 18 anos de idade.
C - Há evidências de transtornos de conduta com início antes dos 15 anos de
idade.
D - A ocorrência do comportamento anti-social não é exclusiva do curso da
esquizofrenia ou de um episódio maníaco. 

- Com critérios tão claros é fácil fazer o diagnóstico de TPA durante a consulta médica?

Não é nada fácil uma vez que o portador de TPA é um mentiroso contumaz. Não existe profissional de saúde mental que não tenha sido enganado por um psicopata. Em geral têm uma boa apresentação, falam bem e são muito convincentes.
- O que pode ajudar a diminuir a enganação?
O profissional que dispõe de informações provenientes de familiares, de amigos, de registros hospitalares ou fornecidos por autoridades pode confrontar o paciente com suas mentiras, às vezes abrindo as portas para o início de uma relação terapêutica com um mínimo de sinceridade e às vezes deixando o paciente furioso e nada propenso a voltar ao médico.

- Podemos então dizer que os psicopatas criam situações clínicas difíceis?

Não existe outro grupo de transtornos mentais que seja tão interessante e tão frustrante para os clínicos. O enigma de pessoas tão hábeis para algumas coisas e tão incapazes para outras levanta questões de uma complexidade fantástica, mas a falta de continuidade nos contatos ( como veremos na parte dedicada ao tratamento ) limita muito as possibilidades de compreensão e estudo desta condição.
Todos os portadores de TPA tentam ocultar do médico os seus problemas com os relacionamentos, com a dificuldade de trabalhar e com a lei?
Não. É impossível generalizar ao falar de TPA. Cada um tem a sua peculiaridade e recursos diferentes, traduzindo a noção de um grupo heterogêneo de transtornos.
Alguns falam abertamente de seus comportamentos delinquentes e de sua dificuldade de viver. Quando abrem o seu mundo interior à inspecção ( o que ocorre muito raramente ) podemos ver uma mente estéril, dominada pelo tédio e ausência de valores e objetivos de vida. Nestas circustâncias podemos compreender, diante deste vazio, a busca desesperada de estímulos e sensações, ainda que com o risco da própria vida e mais comumente da vida dos outros.

- Qual é a causa do TPA?
Não existe uma causa única que determine o TPA. É um transtorno multideterminado o que significa que é o resultado de uma somatória de fatores.

- Quais são estes fatores?

Fatores genéticos ( os parentes em 1º grau do portador tem 5 vezes mais possibilidades de desenvolver o transtorno que pessoas da população em geral).
Fatores próprios da mente de cada indivíduo; cada pessoa tem uma conformação própria que é resultado da interação de fatores inatos com as experiências e relações de cuidados ( físicos e afetivos ) no início da vida.
Há internalizações dos vínculos primários, o que ocorre de forma diferente em cada indivíduo, determinando que cada pessoa tenha uma arquitetura interior diferente.
Fatores de ordem neurológica, que mostram alterações já bem estudadas do sistema nervoso.
Fatores de ordem social também participam. Vivemos uma época que aspira
liberdade e distância de imposições autoritárias e isto influencia o
desenvolvimento dos psicopatas. Os psicopatas interpretam a falta de normas que temos no mundo atual como licença para violentar os direitos dos outros e não como espaço para a cidadania.

- A vida familiar também influencia na TPA?

Sim. Exerce uma grande influência na formação de uma mente perturbada. Grande parte dos portadores de TPA vem de famílias muito perturbadas em que os pais, com frequência também são portadores de TPA. Muitos dos portadores foram vítimas de violência física e abusos sexuais dentro de suas próprias casas.
Por outro lado, o surgimento de um filho com as perturbações de comportamento que mais tarde se cristalizarão com TPA, tem um efeito devastador sobre a família e pais que, em outras circunstâncias poderiam ser até razoáveis, perdem o controle do processo educativo e chegam a ficar descontrolados na tentativa de realizar a educação de um filho impossível de ser educado.

- Podemos concluir que há um verdadeiro círculo vicioso na formação de novos psicopatas?

Sim. Uma pessoa agredida e tratada com violência desde cedo na vida e mais tarde desenvolvendo o TPA será um agressor violento de seus filhos e reproduzirá o inferno no qual viveu a sua infância . Em geral eles têm muitos filhos porque constituem relações de casamentos muito precoces e muito perturbados, com muitas traições, mentiras, brigas violentas e rupturas das ligações que não são profundas. Ao quebrar-se o vínculo precario o portador de TPA em geral abandona os filhos e inicia outra vez com outra pessoa o mesmo ciclo. Como não tem sentimentos de compaixão com nenhum ser humano não há problemas de culpa pelo abandono dos filhos.
A falta de sentimento de responsabilidade por seus atos faz com que eles acreditem que os filhos que eles trouxeram ao mundo são de responsabilidade
da sociedade, da qual eles não se sentem partes.

- Seria então um meio de prevenir o aumento de portadores de TPA evitar que estas pessoas tivessem tantos filhos?

Sabemos que mesmo crianças que são criadas em lares estáveis, com boas relações afetivas podem vir a desenvolver o TPA. As que se originam de famílias enlouquecidas têm poucas chances de escaparem. Orientar os portadores de TPA para evitarem a gravidez, oferecer-lhe suporte nas épocas de maior crise, quando estão saindo de casa e tentando encontrar um lugar no mundo com uma mente inadequada, é um fator de prevenção.
Estas medidas de prevenção encontram oposição em setores hipócritas da sociedade e de algumas religiões que acham que todos devem se reproduzir, em qualquer circunstância, ainda que os filhos gerados não venham a conhecer nada além do inferno da loucura, miséria e doença.

- É grande o número de portadores de TPA na nossa sociedade?

É praticamente impossível determinar na população em geral o número de indivíduos portadores de TPA. É grande a diferença de um para outro e eles se disfarçam e mentem muito. Em populações específicas, que ficam confinados estes estudos se tornaram realizáveis e são da ordem de 20% dos internados em hospitais psiquiátricos e 70% da população carcerária.
Na população em geral o número estimado é de 2 a 3%, sendo a proporção homens mulheres 3: 1.
Em resumo, não temos dados satisfatórios neste setor e não sabemos nem mesmo qual a proporção de portadores de TPA que chegam ao serviços médicos.

- Quando os portadores de TPA são punidos por desobedecer leis e violentar os direitos dos outros eles passam por modificações?

Eles não se beneficiam de punições e castigos e hoje se considera verdadeira a antiga afirmação de que portadores de TPA não aprendem com a experiência. O comportamento anti-social é repetitivo com ou sem punições.

- Os modernos métodos de investigação neurológico ajudam a esclarecer porque os portadores de TPA não aprendem com a experiência, mesmo a maioria tendo uma inteligência próxima da normal?

Os exames que se utilizam da tecnologia mais avançada como ressonância nuclear magnética, tomografias computadorizadas, tomografias computadorizadas com emissão de positrons e mapeamento topográfico cerebral entre outros, mostram uma elevada ocorrência de alterações no lobo frontal do cérebro ( a parte do nosso cérebro que controla as condutas de relacionamentos com os nossos semelhantes ) e anormalidades em áreas de controle das emoções ( daí a irritabilidade e às vezes ataques de fúria ).
O cérebro dos portadores de TPA funciona de uma maneira lentificada com pobre estimulação interna ( daí a busca de situações que criem emoções fortes, mesmo perigosas ) e são cérebros considerados como pouco amadurecidos ( dificuldade de aprendizagem, mesmo com punições ).
Um provável amadurecimento cerebral explicaria porque muitos portadores de TPA estabilizam e até diminuem a sua perturbação em sua 3º ou 4º década de vida , ocorrência que é denominada de ´´ desgaste ``.
- Como é a vida profissional de um portador de TPA?

Os que chegam a constituir uma certa carreira profissional e tem muito entrecortado por demissões, problemas com superiores, problemas com condutas ilegais e de convivência com colegas. Não chegam a postos mais elevados e constantemente têm problemas financeiros, reforçando o lado parasitário e predador deste transtorno. Outros nem isto conseguem e sobrevivem de tráfico de drogas, prostituição, roubos e sequestros.
É o que conseguem com uma mente nada sofisticada e nenhum entendimento do mundo afetivo das pessoas que têm os sentimentos normais.
Aqueles que têm uma mente mais sofisticada chegam a ter sucesso momentâneo em profissões liberais, nas atividades empresariais e sobretudo
na política. Mas é só questão de tempo para a queda. Não é possível enganar a todos o tempo todo.

- Tendo noção do que é um psicopata como podemos nos proteger de sua ação predatória?

Como um todo social tivemos nas últimas eleições uma experiência de rejeitar nas urnas predadores e enganadores notórios, mostrando que o conhecimento das práticas destes indivíduos traz a rejeição e a consequente proteção.
No nível individual devemos ter mais observação e conhecimento das pessoas que nos cercam ( os psicopatas sempre fazem referência à ingenuidade das vítimas de seus golpes ). Só a prevenção funciona, uma vez caimos em um golpe não há como revertê-lo. Quando convivemos com pessoa que não tem nenhuma identificação com os sentimentos e valores humanos só a distância e limites pode representar a proteção.

- Com tantos psicopatas gerenciando negócios e empresas como não ser vítima?

O grande recurso é a informação .
Uma empresa que é dirigida por um psicopata vai cometer muitas falhas que irão para os órgãos de defesa do consumidor e de imprensa.
Se você lê jornais não comprará um apartamento de uma construtora que usou areia do mar em suas obras, matando, desabrigando e lesando inúmeras pessoas. A informação protege e a distância dos psicopatas e seus ´´negócios `` também.
O único temor dos psicopatas é serem denunciados. Uma vez conhecida a sua maneira de agir o jogo acaba.

- Porque os portadores do TPA não temem a justiça?

Não a temem porque não têm as emoções normais de um ser humano.
Quando envolvidos em questões legais assistem com indiferença os processos, como se não tivessem envolvidos.
Quando adquirem muito dinheiro com sua atividade predatória, usam estes recursos para escapar das consequências de seus atos, além de grandes promessas de mudança e arrependimento que às vezes sensibilizam os encarregados da justiça.
Quando não têm recursos financeiros e são condenados isto não tem importância. Vão para a prisão onde eles organizam facções criminosas, usam e vendem drogas, recebem entregas de alimentos e ´´ visitas íntimas ``. Eles não se sentem nada penalizados e a única coisa que eles temeriam fica muito afastada deles: o trabalho.

- Há tratamento para estes transtornos?

Os tratamentos para o TPA na maioria das vezes resultam em nada. O emprego do psicofármacos é limitado pelo risco de dependência e as psicoterapias dão pequeno resultado , em função de que os pacientes têm uma mente limitada que não aprende com a experiência. As mudanças que podem ocorrer são muito pequenas e ocorrem em prazos muito longos. Poucos pacientes e terapeutas conseguem esperar que isto ocorra, e há um grande desestímulo neste setor. Muitos terapeutas rejeitam os pacientes com esta condição.

- Então é muito pouco o que pode ser feito em termos de tratamento?

Com esta perspectiva tão limitada às vezes o tratamento consegue ajudar a um ou outro portador de TPA a deixar álcool e drogas, o que já é um beneficio.
É função do terapeuta orientar os familiares que terão que conviver sempre com o portador de TPA como minimizar o efeito destrutivo desta patologia. É muito importante que os pais não neguem os problemas de conduta que um filho comece a apresentar, coloquem limites e procurem ajuda para lidar com o problema.
A intervenção precoce tem mais possibilidade de ajudar a obter alguma melhora do que quando o problema já está consolidado ( após a idade de 18 anos ).

- Como poderíamos resumir o tema que foi estudado nesta publicação?

Os aspectos essenciais do estudo do TPA ( psicopatia ou sociopatia ) são:
um transtorno de natureza crônica que inicia-se como transtorno de conduta em torno de 15 anos e consolida-se como TPA aos 18 anos.
Atinge mais homens do que mulheres, tem componentes genéticos, familiares, neurológicos e sociais. O número de seus portadores aumenta muito na sociedade atual.
Os portadores de TPA tem uma inteligência média e alguns são muito inteligentes. Usam muito os recursos verbais e são muito convincentes nas suas argumentações.
Tem alterações no lobo frontal ( a parte do cérebro que controla o relacionamento com as pessoas ) e nos circuitos que controlam as emoções. Estas alterações fazem com que sejam agressivos, irritadiços e estabeleçam relações muito perturbadas.
Muitos cometem crimes violentos ( a maioria não ) e são conhecidos os casos de matadores em série, terroristas e líderes do crime organizado. Uma parte dedica-se a atividades predatórias do ser humano, tendo a enganação como elemento essencial.
As possibilidades de tratamento são limitadas pois os portadores de TPA não estabelecem vínculos firmes e duradouros e não aprendem com a experiência.
Quando punidos não aprendem com a experiência, voltando a cometer crimes e violar os direitos dos outros.
Não sentem culpa com os atos anti-sociais que cometem e sempre têm explicações e racionalizações. Às vezes chegam a dizer que ´´ matei por amor ``. São pessoas extremamente frias e calculistas. Colocam nos outros ( projetam ) aspectos detestáveis da sua mente e sentem uma espécie de triunfo e grandiosidade quando enganam ou agridem alguém.
As medidas de prevenção não são muitas e consistem em ajudar aos portadores a não se reproduzirem com o excesso que lhes é peculiar, com medidas de apoio.

A nível individual a proteção é o conhecimento e boa observação das pessoas com os quais convivemos e com quem fazemos transações comerciais.
A sociedade como conjunto pode escolher melhor os políticos que vão representá-la eliminando os predadores velhacos.


São Paulo, 18 de novembro de 2002
Dr. Osvaldo Lopes do Amaral
Diretor Clínico do INEF



Reportaje a Hugo Marietan:




“Os políticos costumam aferrar-se ao poder como psicópatas”




Para os que têm essas caraterísticas, as pessoas são só coisas, afirma o psiquiatra.

“Os psicopatas mentem de maneira muito artñistica”, diz Marietán.

Laura di Marco

para La Nación, febrero 2009


“Os políticos importantes geralmente são psicopatas por uma simples razão: o psicopata adora poder. Utiliza as pessoas para obter mais e mais poder, e as trasnforma em coisas para propio beneficio dele. Isto não quer dizer, lógicamente, que todos os políticos ou todos os líderes sejam psicópatas, desde já, mas sim que o poder é um âmbito onde eles movem como peixe na água.”

Quem o diz é o médico psiquiatra Hugo Marietán, uns dos principais especialistas argentinos em psicopatia e referência fundamental para aqueles que põem a lupa nestas personalidades atípicas, que não necessariamente são as que protagonizam as notícias policiais de alto impacto.

Porque, precisamente, a alusão não é dirigida aos assassinos seriais como Hannibal Lecter , o psiquiatra perturbado do filme “O silêncio dos cordeiros”, senão a aquelas personalidades que Marietán define como “psicopatas cotidianos”. Personalidades especiais, mas que não só se adaptam perfeitamente ao medio, senão que também costumam estar em torno nosso sem maiores estridências. É mais mesmo: muitos deles costumam chegar à cume económica, política e do reconhecimento social.



O novedoso na definição que faz Marietán, membro da Asociação Argentina de Psiquiatría e condierado uma autoridade na sua especialidade, é que o psicopata não é um enfermo mental , senão uma maneira de ser no mundo. É dizer: uma variante pouco frecuente do ser humano que é caraterizada por ter necessidades especiais. O afã desmedido de poder, de protagonismo ou matar podem ser algumas delas. Funcionam com códigos proprios, distintos dos que maneja a sociedade, e costumam estar dotados para ser capitães de tormenta por seu alto grau de insensibilidade e tolerância a situações de extrema tensão.



Na psicopatia, diz este experto, não existem “tipos”, senão graus ou intensidades diversas. Assim, o estuprador serial seria um psicopata mais intenso o extremo do que o cotidiano, mas portador da mesma personalidade.



Aos 57 anos, é professor na Universidad de Buenos Aires, codiretor da revista de neuropsiquiatria Almaceón e coordenador do portal espanhol psiquitria.com. A partir da década dos ’80, trabalhou nos hospitais Moyano, Esteves e Borda, onde dirigiu cursos de semiologia psiquiátrica, Sua página em Internet (www.marietan.com) é de referência permanente nos estudios sobre psicopatia.

Segundo explica na entrevista com LA NACIÓN, existe um três por cento da população com caraterísticas psicopáticas. É dizer, 1.200.000 pessoas na Argentina. “A relação é de três homeins por cada mulher. São 300.000 damas e 900.000 cavaleiros. ¿Por que mais homeins? Suspeito que é porque a mulher utiliza seu poder na âmbito da casa”, diz.

-¿Como distingue um político psicópata dum que não é?


- Uma caraterística básica do psicopata é que é um mentiroso, mas não é o mentiroso qualquer. É um artista. Mente com a palavra, mas também com o corpo. Atua. Pode, inclusive, fingir sensibilidade. Acreditamos nele uma e outra vez, porque é muito convincente. Um dirigente cualquer sabe que tem que cumprir sua função durante um tempo determinado. E, cumprida a missão, vai embora. Ao psicopata, por outro lado, uma vez que está acima, ninguem pode tirá-lo: quer estar uma vez, duas vezes, três vezes. Não deixa o poder, e muito menos o delega. Talvez você lembra alguem assim? Outra carateristica é a manipulação que faz das pessoas. Em torno do dirigente psicópata se movem pessoas que quer satisfazê-lo, pessoas que, embaixo o efeito persuasivo, são capazes de fazer coisas que de outro modo não fariam.

- ¿Como debaixo do efeito dum feitiço?


- São pessoas subjugadas, sim, e inclusive pode ser de alto nivel intelectual. Este tipo de líderes não consideram aos cidadãos como pessoas com dereito: os consideram como coisas. Porque o psicópata sempre trabalha para ele mesmo, ainda que em seu discurso diga tudo o contrário. As pessoas são simples instrumentos. Ele carece da habilidade emocional da empatia, que é a capacidade de qualquer pessoa normal de pôr-se no lugar do outro. As “coisas”, para o líder político com estas caraterísticas, têm que estar a seu serviço: pessoas, dinheiro, a famosa caixa para pagamentos, para comprar vontades. Utilizam o dinheiro como elemento de presão, porque utilizam a coerção. A pergunta do acionar psicopático típico é: ¿como dobro a vontade do outro? ¿Com um cargo, com um plano, com um subsidio? ¿Como divido?


- ¿ A tendência a favorecer a determinadas pessoas na política é, segundo você, uma forma de considerar as pessoas como coisas?

- Sim, porque é um “eu te dou, mas você retorna para min, você vem ao este ato político, você responde como eu peço”. Não é um dar sem interesse nem movido pela sensibilidade de querer ajudar a quem não tem nada. É uma utilização das pessoas para construir o proprio poder.

- Isso é claro, mas ¿que definiria como ato psicopático?

- Que está tirando-lhe às pessoas a capacidade de escolher. O psicópata sempre nos deixa sem opcões: as pessoas que ele manipula estão numa desventagem económica tal que não têm outra saída: ou como e sigo-lhe ou não sigo-lhe e não como. A liberdade das pessoas é a capacidade de ter alternativas.




- ¿ O líder psicópata sabe que trabalha para ele mesmo ou acredita verdadeiramente lutar por uma causa superior?




É muito dificil entrar na cabeza dele. Eles têm uma lógica muito diferente. Contudo, ele acredita ou não, a bandeira que utiliza sempre é suprapessoal, mais lá, inclusive, deste momento. Outras bandeiras podem ser a apelação ao homem novo, o projeto nacional, a liberação, a raça superior, a Nação, a pátria. O psicópata sempre necessita procurar um inimigo, para aglutinar. E, logicamente, nunca vai dizer: “Vamos trabalhar para min”.

- ¿ E este líder não pode mudar? ¿ Ele aprende de seus erros?



- Não. Sempre é igual a ele mesmo: a psicopatia é uma estrutura que não muda.



- Até agora, você os pinta somo seres indestrutíveis, mas algum calcanhar de Aquiles devem ter. ¿Qual é esse ponto fraco?


- A frustração de seus planos. Quando apostam por um projeto, ponem tudo e não têm sucesso. Aí, o psicopata se desorganiza e começa a fazer bobeiras. É uma personalidade controladora. Por isso no momento da frustração pode ter atitudes toscas, lerdas. E neste ponto, as pessoas vêm que ele faz bobagem, uma e logo outra, e começa a quebrar-se essa unidade, que ele conseguiu com sua persuasão.


- Você diz que eles aferram-se ao poder e que é muito dificil tirar-os daí. ¿Alguma sugestão?


- Bem, tem que haver muitos líderes dos comunes, normais, ou bem outro psicópata forte que possa fazê-lhes frente. Entre muitas pessoas conseguem tirar ao dirigente psicópata, ou pelo menos, reduzir o poder dele. Outra coisa é aprender a não escolhê-los. O psicópata necessita desestabilizar sempre as coisas, aqui e lá. Por isso necessita fabricar crise. Se nós entendemos como é seu mecanismo, os podemos distinguir e votar por outros líderes, que podem ser muito carismáticos, inclusive, mas não psicopáticos.

- Se algum político lesse esta entrevista, ¿ele se reconheceria como tal?

- Lógicamente que não. Ele terminará de ler e vai dizer às outras pessoas: ¡que barbaridade; quantos psicópatas há por volta no mundo!



HUGO MARIETÁN



Médico psiquiatra


Dotor e professor: trabalhou desde 1982 no Hospital Moyano e Hospital Borda. Ensina nivel de grau e pós-grau.



Escritor: escreveu papers acadêmicos (“Semiologia Psiquiátrica”, “Curso sobre psicopatia”, “O complementario e seu psicópata”) e também romances e peças de teatro.

Mundo Estranho_Psicopatas



Principais Sintomas






1. - Encanto superficial e manipulação





Nem todos psicopatas são encantadores, mas é expressivo o grupo deles que utilizam o encanto pessoal e, conseqüentemente capacidade de manipulação de pessoas, como meio de sobrevivência social.Através do encanto superficial o psicopata acaba coisificando as pessoas, ele as usa e quando não o servem mais, descarta-as, tal como uma coisa ou uma ferramenta usada. Talvez seja esse processo de coisificação a chave para compreendermos a absoluta falta de sentimentos do psicopata para com seus semelhantes ou para com os sentimentos de seu semelhante. Transformando seu semelhante numa coisa, ela deixa de ser seu semelhante.O encanto, a sedução e a manipulação são fenômenos que se sucedem no psicopata. Partindo do princípio de que não se pode manipular alguém que não se deixe manipular, só será possível manipular alguém se esse alguém foi antes seduzido.





2. - Mentiras sistemáticas e Comportamento fantasioso.





Embora qualquer pessoa possa mentir, temos de distinguir a mentira banal da mentira psicopática. O psicopata utiliza a mentira como uma ferramenta de trabalho. Normalmente está tão treinado e habilitado a mentir que é difícil captar quando mente. Ele mente olhando nos olhos e com atitude completamente neutra e relaxada.O psicopata não mente circunstancialmente ou esporadicamente para conseguir safar-se de alguma situação. Ele sabe que está mentindo, não se importa, não tem vergonha ou arrependimento, nem sequer sente desprazer quando mente. E mente, muitas vezes, sem nenhuma justificativa ou motivo.Normalmente o psicopata diz o que convém e o que se espera para aquela circunstância. Ele pode mentir com a palavra ou com o corpo, quando simula e teatraliza situações vantajosas para ele, podendo fazer-se arrependido, ofendido, magoado, simulando tentativas de suicídio, etc.É comum que o psicopata priorize algumas fantasias sobre circunstâncias reais. Isso porque sua personalidade é narcisística, quer ser admirado, quer ser o mais rico, mais bonito, melhor vestido. Assim, ele tenta adaptar a realidade à sua imaginação, à seu personagem do momento, de acordo com a circunstância e com sua personalidade é narcisística. Esse indivíduo pode converter-se no personagem que sua imaginação cria como adequada para atuar no meio com sucesso, propondo a todos a sensação de que estão, de fato, em frente a um personagem verdadeiro.





3. - Ausência de Sentimentos Afetuosos





Desde criança se observa, no psicopata, um acentuado desapego aos sentimentos e um caráter dissimulado. Essa pessoa não manifesta nenhuma inclinação ou sensibilidade por nada e mantém-se normalmente indiferente aos sentimentos alheios.Os laços sentimentais habituais entre familiares não existem nos psicopatas. Além disso, eles têm grande dificuldade para entender os sentimentos dos outros mas, havendo interesse próprio, podem dissimular esses sentimentos socialmente desejáveis. Na realidade são pessoas extremamente frias, do ponto de vista emocional.





4. - Amoralidade





Os psicopatas são portadores de grande insensibilidade moral, faltando-lhes totalmente juízo e consciência morais, bem como noção de ética.





5. - Impulsividade





Também por debilidade do Superego e por insensibilidade moral, o psicopata não tem freios eficientes à sua impulsividade. A ausência de sentimentos éticos e altruístas, unidos à falta de sentimentos morais, impulsiona o psicopata a cometer brutalidades, crueldades e crimes.Essa impulsividade reflete também um baixo limiar de tolerância às frustrações, refletindo-se na desproporção entre os estímulos e as respostas, ou seja, respondendo de forma exagerada diante de estímulos mínimos e triviais. Por outro lado, os defeitos de caráter costumam fazer com que o psicopata demonstre uma absoluta falta de reação frente a estímulos importantes.





6. - Incorregibilidade





Dificilmente ou nunca o psicopata aceita os benefícios da reeducação, da advertência e da correção. Podem dissimular, como dissemos, durante algum tempo seu caráter torpe e anti-social, entretanto, na primeira oportunidade voltam à tona com as falcatruas de praxe.





7. - Falta de Adaptação Social





Já nos primeiros contatos sociais o psicopata, desde criança, manifesta uma certa crueldade e tendência a atividades delituosas. A adaptação social também fica comprometida, tendo em vista a tendência acentuada do psicopata ao egocentrismo e egoísmo, características estas percebidas pelos demais e responsável pelas dificuldades de sociabilidade.Mesmo no meio familiar o psicopata tem dificuldades de adaptação. Durante o período escolar tornam-se detestáveis tanto pelos professores quanto pelos colegas, embora possam dissimular seu caráter sociopático durante algum tempo. Nos empregos a inconstância é a característica principal.

Do Virtualpsi

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