O deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ), 36 anos, é possivelmente uma das pessoas mais cientes da História com H maiúsculo que o precedeu na Câmara dos Deputados. Um estudioso da civilidade tal como ainda a queremos conhecer nesta nossa recente República, e possivelmente o maior defensor hoje em Brasília na luta contra a homofobia, o deputado gentilmente cedeu este depoimento para nosso projeto.
Escutem o recado que ele tem a passar:
Mais informações: PROJETO: #EuSouGay
Quando saía da casa de um amigo tarde da noite, um homem cego recebeu deste uma lanterna. O cego disse, surpreso:
"Sou cego. De que me vale levar uma lanterna?"
"Sei disso, mas como vais caminhar no escuro, a lanterna evitará que outras pessoas esbarrem em vós," disse o solícito amigo, acendendo a vela dentro da lanterna.
O homem partiu levantando a lanterna à sua frente. Confiante no fato de que ela evitaria acidentes com outras pessoas, ele caminhou sem medo ou relutância ao longo da estrada. Nunca ele se sentiu tão confiante, sabendo que a lanterna era um eficiente aviso de sua presença no caminho.
Entretanto, para sua completa surpresa, de repente alguém esbarra fortemente nele, que cai ao chão. Irritado com isso, o cego grita:
"Não podeis ver uma lanterna aproximando-se?! Com certeza és mais cego do que eu!!!!"
Mas o outro homem disse, confuso:
"Mas como eu poderia ter visto uma lanterna apagada nesta noite escura?!"
Todo aquele tempo o cego carregava a lanterna inutilmente, pois o vento tinha apagado a vela há muito...
"Ninguém, depois de acender uma candeia, a põe em lugar oculto, nem debaixo do alqueire, mas no velador, para que os que entram vejam a luz. A candeia do corpo são os olhos. Quando, pois, os teus olhos forem bons, todo o teu corpo será luminoso; mas, quando forem maus, o teu corpo será tenebroso. Vê, então, que a luz que há em ti não sejam trevas. Se, pois, todo o teu corpo estiver iluminado, sem ter parte alguma em trevas, será inteiramente luminoso, como quando a candeia te alumia com o seu resplendor"
(Lucas 11:33-36)
Após ganhar vários torneios de Arco e Flecha, um jovem e arrogante campeão resolveu desafiar um mestre Zen que era renomado pela sua capacidade como arqueiro.
O jovem demonstrou grande proficiência técnica quando ele acertou, na primeira flecha lançada, um distante alvo bem na mosca, e ainda foi capaz de dividir a primeira flecha em duas com seu segundo tiro.
"Sim!", ele exclamou para o velho arqueiro, "Veja se pode fazer isso!"
Imperturbável, o mestre não preparou seu arco, mas em vez disso fez sinal para o jovem arqueiro segui-lo para a montanha acima.
Curioso sobre o que o velho estava tramando, o campeão seguiu-o para o alto, até que eles alcançaram um profundo abismo atravessado por uma frágil e pouco firme tábua de madeira. Calmamente caminhando sobre a insegura e certamente perigosa ponte, o velho mestre tomou uma larga árvore longínqua como alvo, esticou seu arco, e acertou um claro e direto tiro.
"Agora é sua vez," ele disse, enquanto suavemente voltava para o solo seguro.
Olhando com terror para dentro do abismo negro e aparentemente sem fim, o jovem não pôde forçar a si mesmo caminhar pela prancha, muito menos acertar um alvo de lá.
"Você tem muita perícia com seu arco," disse o mestre, percebendo a dificuldade de seu desafiante, "mas tem pouco equilíbrio com a mente, que deve nos deixar relaxados para mirar o alvo."


